Veio para ficar

De um modo geral, gostei da atuação da seleção brasileira contra a Noruega. O time, ao menos, demonstrou vontade de vencer. Um jogador em especial chamou a atenção: o meia-atacante Daniel Carvalho veio para ficar. Ele esteve presente nas principais jogadas ofensivas da seleção. E o mais importante: chamou a responsabilidade em armar as jogadas, algo que faltou na Copa do Mundo. Vamos esperar agora a convocação para o jogo com a Argentina. Certamente, alguns medalhões voltarão. Só espero que o futebol não volte a ser o do Mundial.

Verdadeira rivalidade

Alguns jogadores estrangeiros contratados nessa temporada pelo Barcelona começam a perceber a rivalidade existente na cidade entre o clube e o Espanyol, o outro time local. O italiano Zambrotta teve recusado um pedido para que um taxista lhe levasse a um hotel. ''Sou do Espanyol'', disse o taxista ao jogador. A rivalidade entre os dois clubes será colocada à prova hoje, quando acontece o primeiro jogo da Supercopa da Espanha, que reúne o campeão espanhol Barcelona e o campeão da Copa do Rei Espanyol.

Homenagem estranha

O brasileiro Marcos Paquetá foi homenageado pela imprensa da Arábia Saudita pelo simples fato de ser o primeiro técnico a permanecer no comando da seleção após a disputa de uma Copa do Mundo. Os árabes são conhecidos por promover constantes trocas no comando da equipe, mas renovaram o contrato de Paquetá por mais dois anos após a Copa da Alemanha. O trabalho do brasileiro, realmente, vem agradando aos árabes. Sua seleção venceu a Índia, por 3 a 0, ontem, pelas Eliminatórias da Copa da Ásia.

Férias merecidas

Depois de levar a Itália ao tetracampeonato mundial, o técnico Marcello Lippi não quer saber de trabalhar. Ele já avisou às seleções e clubes interessados que voltará a ficar na beira do campo somente em 2007. Enquanto isso, Lippi passa férias na cidade italiana de Viareggio. Deve ser muito bom ter tempo e dinheiro para fazer o que quer na vida, não é mesmo?

A muralha soviética

Se depender do preparo de seus goleiros, a Rússia deve voltar a figurar entre as principais seleções do mundo. O preparador de goleiros da seleção será Rinat Dasayev, que fez história pela seleção da União Soviética. O goleiro, de 49 anos, foi considerado o melhor do mundo em sua posição no ano de 1988. Ele disputou os Jogos Olímpicos de Moscou, em 80, quando conquistou o bronze, e as Copas de 82, na Espanha, e 86, no México.

Briga de chuteiras

Alguns jogadores alemães podem se recusar a defender sua seleção se forem obrigados a atuar com chuteiras do fornecedor de material esportivo do selecionado germânico. O contrato entre a Federação Alemã de Futebol e a empresa exige que os atletas joguem com seus calçados, mesmo no caso de terem contratos individuais com outras marcas.

Gilmar Agassi
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