Justa homenagem
É incrível como cidadãos do chamado Primeiro Mundo sabem reconhecer o valor de seus ídolos, algo que, infelizmente, não ocorre em nosso País. Aos 34 anos, o atacante londrinense Élber recebeu uma justa homenagem do Bayern de Munique, um dos maiores da Europa, por sua dedicação nos sete anos que defendeu as cores do clube. Se fosse no Brasil, Élber ou qualquer outro jogador jamais seriam homenageados, principalmente ainda atuando profissionalmente. É só lembrar o caso do Raí, que lutou e não conseguiu disputar uma partida de despedida com a camisa do São Paulo, clube que ajudou a conquistar dois títulos da Libertadores e um Mundial.

Fino da bola
Não sou procurador dele, muito menos conheço o meia Alex. Mas não dá para ele ficar fora da seleção brasileira. O paranaense, que começou a carreira no Coritiba, está jogando o fino da bola. Na primeira rodada do Campeonato Turco, o meia anotou três dos seis gols marcados pelo seu time, o Fenerbahçe, treinado pelo também brasileiro Zico. Já que os medalhões devem receber uma folga nesse primeiro momento, Dunga deveria dar uma chance ao talentoso meia.

Gols nipo-paranaenses
Outro paranaense se destaca longe dos campos brasileiros. O lateral-esquerdo Alex Santos, natural de Maringá, marcou os dois gols da vitória do Japão sobre Trinidad e Tobago, em amistoso disputado ontem que marcou a estréia do técnico bósnio Ivica Osim, no comando da seleção nipônica. Mesmo com a saída de Zico, Alex parece ter conquistado a confiança dos japoneses.

Dificuldades para Robinho
O atacante Robinho terá dificuldades para se manter entre os titulares do Real Madrid. Não por causa de sua qualidade. Mas porque o técnico Fábio Capello já deu mostras que prefere seu compatriota, o italiano Cassano, que trabalhou com ele na Roma. Além disso, a direção do Real Madrid negocia a contratação do espanhol Reyes, junto ao Arsenal. A diretoria do Real Madrid pode se arrepender se decidir vender ou emprestar Robinho. O ex-jogador do Santos já demonstrou ter qualidade para ser um dos melhores do mundo. É só ter paciência e esperar.

Vai para a...África
Que felicidade! O técnico Carlos Alberto Parreira parece que irá mesmo para a África do Sul. Tomara que ele tenha muito sucesso dirigindo aquela seleção e seus dirigentes renovem seu contrato por mais uns 40 anos. Além disso, Parreira deveria exigir, isso mesmo, a contratação de um auxiliar-técnico. Alguém experiente que possa ajudá-lo nessa árdua tarefa. Não precisamos pensar muito para chegar à conclusão que o querido Velho Lobo é a pessoa mais indicada. Assim, conseguimos eliminar duas mazelas do futebol brasileiro com uma tacada só.

Gilmar Agassi

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