Chance aos craques

O novo técnico da seleção brasileira, Dunga (ai meu Deus), vai anunciar na próxima terça-feira sua primeira convocação. Ele já adiantou que dará prioridade aos jogadores que atuam no Brasil. Sendo assim, muitos daqueles que se consideram craques poderão ter uma chance. Quem sabe o Lúcio, do São Paulo, que se autodenomina o quarto melhor lateral-esquerdo do mundo, não ganha uma chance. Ou então o Souza, misto de lateral-direito e meia do São Paulo, que mais fala do que joga. Para alegria dos corintianos, o Roger, que não joga bola há muito tempo, também poderia ser convocado. O Enílton, do Palmeiras, também está merecendo uma chance. Ah, não podemos esquecer do Geílson.

Falando sério

Brincadeiras à parte, para jogar um amistoso contra a Noruega, Dunga pode formar uma boa seleção com atletas que atuam por aqui. Em uma rápida conversa com jornalistas da editoria de Esportes da Folha, chegamos a uma boa seleção: Rogério Ceni; Élder Granja, Fabão, Edu Dracena e Júnior; Josué, Mineiro, Wagner (do Cruzeiro) e Fernandão; Ricardo Oliveira e Rafael Sóbis. Pode não ser um time para conquistar a Copa do Mundo, mas é formada por jogadores que correrão bem mais que aqueles que estiveram na Alemanha, isso podem ter certeza.

Ronaldo ou tortas

Os torcedores do Leyton Orient, time da Terceira Divisão da Inglaterra, estão dispostos a tirar dinheiro do próprio bolso para que o clube contrate o atacante Ronaldo. Eles farão vaquinha para tentar tirar o brasileiro do Real Madrid, e, caso não tenham sucesso, podem gastar a arrecadação em tortas para os fanáticos. Depois da Copa do Mundo, a moral de Ronaldo está cada vez menor.

Só assim

Os torcedores da Inter de Milão não sabem se comemoram ou se choram. Depois de muita espera, o clube conquistou um título italiano, mas não foi dentro de campo. A Inter foi proclamada campeã italiana da última temporada, em decorrência das penalizações a Juventus e Milan, envolvidos na Máfia do Apito. Esse é o primeiro título do time de Adriano desde a temporada 1988-89 e o 14º título italiano da Inter, agora o único time do país a nunca ter sido rebaixado.

Abriram as pernas

A Justiça italiana não teve peito para punir severamente os clubes envolvidos na Máfia do Apito. No caso do Milan, está claro que os responsáveis pelo abrandamento das penas aos clubes foram influenciados pelo fato de Silvio Berlusconni, ex-primeiro-ministro italiano, ser um dos donos do clube. Começar com menos oito pontos não deve impedir o time de Dida, Cafu, Serginho, Kaká e Amoroso de conquistar o título. Só faltaram permitir que a Juventus, maior beneficiada pelo esquema, disputasse a Primeira Divisão.

Gilmar Agassi
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