MUNDO DA BOLA
Ao velho estilo
Em alguns momentos do jogo contra a Alemanha, a Itália chegou a estar em campo com dois meias ofensivos e dois atacantes. Um esquema de jogo que foge da história italiana, que sempre primou pela preocupação defensiva. E será esse velho estilo o catenaccio que os italianos devem colocar em campo contra a França. O técnico italiano, Marcello Lippi, sabe que não pode jogar aberto contra um time que possui Zidane e Henry. O lema será ''primeiro marcar, se possível, sair para o ataque''.
Chato, mas eficiente
O estilo de jogo apresentado pela seleção francesa é irritante, para não dizer chato. Eles ficam tocando a bola, quase sempre de primeira, à espera de uma falha adversária. De repente, está lá o atacante na cara do goleiro. Foi assim que a França venceu Espanha, Portugal e Brasil, que não tomou uma goleada porque os franceses não estavam com a pontaria afiada. Já na parte defensiva, os gauleses são muito eficientes. Como jogam muito próximos um do outro conseguem evitar contra-ataques. Em quase todas jogadas dos adversários, a França tem até nove jogadores atrás da linha da bola. Também com um frangueiro daqueles (Barthez) tem que tomar cuidado mesmo.
Fica Felipão
A mídia portuguesa não demonstra muito interesse com a disputa do terceiro lugar na Copa da Alemanha. Os jornalistas estão mais preocupados com a possibilidade de Felipão deixar o selecionado. E estão corretos. Sem Felipão, a seleção portuguesa pode voltar a ser mediana, já que não conta com jogadores fora de série. O técnico brasileiro é, sem dúvida, o grande responsável pela belíssima campanha obtida no Mundial.
Vergonha nacional
O fato da seleção brasileira ter somente um atleta escolhido entre os 23 melhores da Copa o meia Zé Roberto é uma vergonha para a história do futebol brasileiro. Normalmente, a seleção brasileira serve de base para a escolha dos melhores atletas de um Mundial. Dessa vez, os brasileiros foram à Alemanha apenas para passear e angariar novos contratos publicitários. Se os jogadores exceto Dida, Juan e Lúcio tivessem demonstrando a vontade que não faltou a Zé Roberto, nossa seleção poderia ter ido mais longe.
Oba-oba
A escolha do atacante alemão Lukas Podolski como melhor jogador jovem da Copa do Mundo era até certo ponto esperada. A Fifa adora fazer um oba-oba com o país anfitrião. Mas o escolhido poderia ter sido outro, caso o técnico da seleção argentina, José Pekerman, tivesse colocado o atacante Messi para jogar mais tempo no Mundial, principalmente no jogo contra a Alemanha, quando assistiu do banco de reservas a eliminação de sua seleção. O jovem jogador do Barcelona é um fenômeno. Certamente, será o melhor jogador do mundo em pouco tempo, já que alia velocidade, habilidade e precisão nas conclusões a gol.





