MUNDO DA BOLA
Promessa de grande jogo
A final da Copa do Mundo entre Itália e França tem tudo para ser um grande jogo. Nos dois lados existem grandes jogadores, como Cannavaro, Pirlo e Totti, pela Itália, e Vieira, Henry e Zidane, pela França. Só espero que os dois times não fiquem apenas se preocupando em não tomar gols e também partam para o ataque. As seleções européias costumam jogar fechadas e isso, muitas vezes, deixa o jogo muito chato. Seria muito legal se repetissem o jogo da final da Eurocopa de 2000, que a Itália vencia até o último minuto do tempo normal. A França empatou aos 48 minutos do segundo tempo e depois virou na prorrogação. Final de Copa tem que ter futebol bonito.
As muralhas
Itália e França possuem, sem dúvida, as duas melhores defesas da Copa do Mundo. Não por acaso, chegaram à decisão. No geral, acredito, que os italianos estão melhores. Não só pelo fato de terem sofrido apenas um gol contra no jogo com os Estados Unidos. O grande trunfo da Itália veste a camisa número 1: o goleiro Buffon é muito melhor que o francês Barthez, que não levou mais gols foram apenas dois por mérito da dupla de zaga formada por Thuram e Gallas. Os zagueiros italianos também são muito bons, principalmente Cannavaro, o melhor da Copa. Já Materazzi, confirmado por Marcello Lippi na final, costuma dar alguns sustos em seus torcedores.
Gato e rato
Um duelo particular chama atenção na decisão de domingo. O volante Gattuso, do Milan, certamente, vai colar em Zinedine Zidane. Se o maestro francês conseguir superar essa marcação e levar seu time ao título, não tenho dúvidas que ele será eleito pela Fifa como o craque do Mundial. Pelas características do jogador italiano, muito aguerrido e que não desiste nunca, Zizou terá que fazer sua melhor partida na Copa para não deixar os gramados com o vice mundial.
Sem motivos
A comissão técnica e os jogadores de Portugal não têm razão em reclamar da arbitragem do uruguaio Jorge Larrionda no jogo contra a França. O pênalti sobre Henry foi bem marcado e o reclamado sobre Cristiano Ronaldo não existiu. O jogador, claramente, se jogou dentro da área quando percebeu que o lateral Sagnol estava atrás dele. Ao invés de ficar reclamando, Felipão deve cobrar de seus jogadores a mesma dedicação dos jogos anteriores para conquistar o terceiro lugar contra a seleção da casa.
Bonita homenagem
A decisão da comissão técnica da Alemanha de escalar o goleiro Oliver Kahn no jogo contra Portugal foi acertada. Os alemães não podem se esquecer de tudo que o goleiro do Bayern de Munique fez por sua seleção. Em 2002, por exemplo, a Alemanha só chegou à final contra o Brasil por causa das inúmeras defesas praticadas pelo goleiro. Esse, provavelmente, deve ser o último jogo do goleiro de 37 anos com a camisa da seleção alemã e nada melhor do que se despedir com uma vitória.





