MUNDO DA BOLA
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 04 de julho de 2006
Gilmar Agassi 
Tragédia alemã
A derrota da seleção da Alemanha foi traumática para jogadores e torcedores. Perder no final do jogo é muito dolorido. Por tudo que mostraram, os alemães não mereciam ser eliminados. Depois do jogo contra a Argentina, acreditava que os alemães eram favoritos ao título. Mas do outro lado estava uma equipe guerreira, que jogou com muito brio e vontade.
Medo do pênaltis
Durante os 30 minutos da prorrogação, a seleção italiana lutou muito para evitar os pênaltis. Afinal, em três Mundias seguidos 90, 94 e 98 , os italianos foram eliminados nos pênaltis. Nos últimos minutos, a Itália fez dois belos gols. Independente do outro finalista, a Itália mostrou que pode conquistar seu quarto título.
Vontade de vencer
A seleção portuguesa não tem mais nada a provar na Copa do Mundo. O que vier a partir de agora é lucro. Nos cinco jogos disputados, os portugueses demonstraram ter uma seleção muito aplicada. A vontade de vencer e fazer história sempre esteve presente no semblante de cada jogar português. Quem conhece Felipão, sabe que esse é seu maior mérito. Ele consegue motivar seus jogadores, que, mesmo nos momentos de dificuldades, continuam a acreditar que podem ir um pouco mais longe. Sinceramente, não tenho palpite para o jogo entre Portugal e França. Mas, tenho uma única certeza: os portugueses não vão deixar de correr e lutar um único minuto.
Verdadeira união
Um detalhe me chamou atenção na seleção portuguesa. Os jogadores, realmente, demonstram viver em família. Eles parecem ser muitos apegados um ao outro. Até mesmo o zagueiro Jorge Andrade, do Deportivo La CoruÀa, que lesionado não pôde disputar a Copa do Mundo, está concentrado junto com a seleção. Esse espírito de amizade e companheirismo é fundamental nas grandes conquistas do esporte.
Individualismo x conjunto
Para vencer a seleção portuguesa, os franceses terão que jogar no mesmo nível que enfrentaram o Brasil. Como disse o zagueiro Thuram, o jogo de hoje será ainda mais difícil. Por um único detalhe: os portugueses marcam como poucos. A França terá mais dificuldades para armar suas jogadas ofensivas. O craque Zidane, certamente, não terá muitos espaços. O volante Costinha deve marcá-lo por todo campo. Individualmente, os franceses são melhores, mas no futebol o conjunto pode ser decisivo.
Falha minha
Por confiar muito na memória acabei cometendo um erro de informação na coluna de ontem, quando escrevi que somente duas vezes uma seleção de outro continente chegou a uma decisão em Copas disputadas na Europa. Por um lapso, esqueci que em 1998 a seleção brasileira disputou e perdeu a final para os franceses, que jogavam em casa. Acho que a eliminação de sábado afetou meus conhecimentos sobre futebol. Desculpem-me.
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