Cadê o futebol?

É difícil explicar o que foi o jogo entre Brasil e França. Não se pode dizer que o resultado foi injusto. A seleção brasileira, em momento algum, conseguiu ser superior ao time francês. Culpar o Parreira? Não sei se seria justo. Afinal, ele escalou o time que os torcedores queriam. Talvez tenha demorado para mexer no time, mas ele também não podia entrar em campo e resolver. A verdade é que os jogadores não colocaram em prática o que esperávamos. Mas futebol é isso mesmo. Normalmente, vence o melhor. E tem outra. O Brasil não pode ganhar sempre. Senão seria tudo muito chato.

Ele é o melhor

Zinedine Zidane mostrou ontem porque já foi eleito o melhor jogador do mundo em três oportunidades. O meia francês conduziu sua seleção. Deu um show de bola. Enquanto isso, nosso melhor do mundo não viu a cor da bola em toda Copa do Mundo. Não adianta fazer grandes jogadas contra o Málaga e chegar no Mundial e não ver a cor da bola.

Maior estrela

Não conheço ninguém no mundo do futebol que tenha mais estrela do que o técnico Luiz Felipe Scolari. O jogo de ontem entre Portugal e Inglaterra mostrou que Felipão acertou ao deixar veteranos, como o goleiro Vitor Baía e o meia Rui Costa, de fora da seleção. Durante os quatro anos que está à frente da seleção lusitana, Felipão foi bombardeado pela imprensa e pela diretoria do Porto, clube português, que exigiam a convocação de Vitor Baía. Mas, Felipão não deu o braço a torcer. Ele bancou a presença do Ricardo, um goleiro muitas vezes irregular, que foi o grande herói do jogo de ontem.

Faltou coragem

Os elogios não podem esconder a verdade. A seleção portuguesa foi medrosa, não teve coragem de atacar os ingleses, que jogaram com um a menos Rooney foi infantilmente expulso por mais de uma hora, contando o tempo normal e a prorrogação. Em alguns momentos, Portugal até atacou a Inglaterra, mas sempre demonstrando medo de ser contra-atacado. Para a sequência da Copa do Mundo, os lusitanos terão que demonstrar um pouco mais de impulso.

Reforços importantes

Para a semifinal, na quarta-feira, o técnico Felipão terá dois reforços importantes, o volante Costinha e, principalmente, o meio Deco. O luso-brasileiro fez muita falta no jogo de ontem, como eu previa. Nenhum outro jogador da seleção portuguesa tem as características de Deco, um meia que sabe ditar o ritmo do jogo e arma como ninguém os ataques portugueses.

Rivalidade total

O clima do jogo entre Alemanha e Itália, na terça-feira, já está fervendo. Se os jogos demonstram respeito pela seleção rival, as imprensas dos dois países estão apimentando o clássico. Deverá ser um jogo de muita marcação, como foi Alemanha e Argentina, em que as chances de gols serão raras. Vencerá aquela seleção que tiver mais calma na hora de decidir.


Gilmar Agassi
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