MUNDO DA BOLA
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quarta-feira, 28 de junho de 2006
Gilmar Agassi 
A velha teimosia
A cada jogo da seleção brasileira, o técnico Parreira ganha uma nova opção para melhorar ou corrigir os erros apresentados pelos titulares. Na estréia, Robinho entrou e deu mais movimentação ao ataque. Contra a Austrália foi a vez de Fred, que em seis minutos marcou um gol. Contra o Japão, Cicinho, Gilberto Silva, Gilberto e Juninho Pernambucano levaram o Brasil à sua melhor apresentação na Copa. Contra Gana foi a vez de Ricardinho entrar e arrebentar. Só não dá para entender porque nosso técnico insiste com os mesmos jogadores no time titular. Será que o Brasil terá que perder e ser eliminado para ele mudar seus conceitos?
Só com o nome
Pelo menos dois dos titulares da seleção estão jogando apenas com o nome e pela carreira que construíram. Emerson e Roberto Carlos não estão fazendo por merecer a camisa de titular. O volante vem tendo dificuldades para coordenar a marcação mesmo que esteja sobrecarregado. Além disso, Emerson tem uma dificuldade incrível para sair jogando. O time melhora muito com Gilberto Silva em campo. Outro que não jogou nada até agora é o Roberto Carlos. Ele não acerta um cruzamento isso quando chega na linha de fundo e ainda por cima não marca como deveria. Em uma seleção, teoricamente, os melhores deveriam estar em campo. Não é isso que vemos com a brasileira.
Mágoa de jogador
Jogadores de futebol são figuras difíceis de serem entendidas. Eles não aceitam críticas, só querem elogios. É o caso do atacante Adriano. Desde que foi sacado no jogo contra o Japão e passou a ser criticado pela imprensa, ele não concede mais entrevistas. Quando é filmado, faz biquinho. Para quem é conhecido como ''Imperador'', o atacante da Inter de Milão está devendo na seleção. Não dá para ele continuar como titular apenas pelo que fez na Copa América de 2004 e na Copa das Confederações do ano passado.
O homem a ser marcado
Muito se fala de Henry e Zidane na seleção francesa. Mas o grande jogador de nossos adversários de sábado vem sendo o volante Vieira. Ele é o armador das principais jogadas francesas. Contra Togo, marcou um gol e deu o passe para Henry marcar o segundo. Contra a Espanha, Vieira deixou Ribery na cara do gol para empatar o jogo e depois marcou o gol da virada. Ele não pode jogar solto. Acho que o Zé Roberto é o mais indicado para lhe marcar.
Guerra das palavras
O jogo entre Alemanha e Argentina tem tudo para ser o melhor da Copa. Mas, também, pode ser um jogo violento. Jogadores das duas seleções estão trocando farpas pela imprensa, aumentando o clima de rivalidade que já não é pequeno. É só lembrar que as duas seleções decidiram as Copas de 1986 e 1990, com uma vitória para cada lado. É esperar para ver.
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