MUNDO DA BOLA
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terça-feira, 27 de junho de 2006
Gilmar Agassi 
Nossos santos
Uma seleção brasileira que conta com tantos jogadores talentosos não deveria depender de ''milagres'' do goleiro. Mas o que acontece com a atual seleção não é novidade. Em outras Copas, tivemos Taffarel como salvador. Se no tempo normal não fazia tantas defesas espetaculares, sempre garantiu o Brasil nos pênaltis. Em 2002, Marcos foi nosso salvador em vários jogos, principalmente contra Bélgica e Alemanha, na final. Agora, chegou a vez de Dida. Um dos mais criticados durante os quatro anos de preparação, o goleiro vem tendo atuações seguras, para não dizer espetaculares. Sua atuação contra Gana, ontem, foi nota 10.
Sobrecarregados
Os dois zagueiros Lúcio e Juan estão perfeitos na Copa. O trabalho deles seria ainda melhor se o esquema de jogo escolhido pelo técnico Parreira não fosse tão propício para os ataques rivais. Com somente um volante de ofício, os zagueiros e laterais ficam sobrecarregados. Não adianta querer que Kaká e Ronaldinho marquem, que não dá. Os dois, no máximo, fazem uma ''sombra'' nos volantes rivais. No segundo tempo, ontem, Kaká demonstrou estar cansado. Mas, é lógico. Não dá para ele marcar e puxar os contra-ataques. Haja pulmão.
Artilheiro nato
Aqueles que acompanham minha coluna lembram que eu disse que não acreditava que o Ronaldo conseguiria se recuperar a tempo de fazer uma boa Copa do Mundo. Mais uma vez, o cara calou a minha boca e de muitos que o criticaram. Ronaldo é aquele jogador que não precisa participar do jogo com intensidade. Em um único lance, ele pode decidir uma partida. No jogo contra Gana, o gol marcado logo no início deu tranquilidade para a seleção. É muito mais fácil sair ganhando logo de cara. Só não pode é ficar dando chances para o adversário. Jogar no contra-ataque é uma coisa, agora ficar dando sustos em 180 milhões de pessoas não, por favor.
Empurrando com a barriga
Não tenho mais esperanças de que a seleção possa apresentar um futebol vistoso até o final da Copa do Mundo. Podemos até conquistar o título continuo duvidando , mas vai ser assim até o final. E agora não tem mais baba na Copa não. Os sustos vão aumentar em intensidade. A menos que Parreira mude seus conceitos e escale um time mais equilibrado.
Hora da vingança
O jogo contra a França é esperado por todos brasileiros desde aquele fatídico dia 12 de julho de 1998. Não preciso entrar em detalhes. Mas, dessa vez, algo me diz que vamos dar o troco. Além da final de 1998, tem as quartas-de-final da Copa do México (1986), quando os mesmos franceses tiraram o Brasil, nos pênaltis. O Brasil também já venceu a França em Copas. Foi em 1958, quando o Brasil marcou 5 a 2 nas semifinais. Quanto a Espanha, mais uma vez, falaram muito e não ganharam nada.
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