Sinuca de bico

Estava na cara que os reservas entrariam e trariam problemas para o técnico Parreira. Com Cicinho, Juninho e Robinho em campo, o time jogou com muito mais velocidade. Nos dois primeiros jogos, a seleção não conseguiu explorar os contra-ataques, algo que aconteceu inúmeras vezes no jogo de ontem. Parreira, agora, está numa sinuca de bico. Terá que ter peito para tirar Cafu, Zé Roberto e Adriano. Se não tirar e o Brasil for eliminado será considerado o grande culpado. É com você Parreira.

Qual a desculpa?

Estou ansioso para saber quais as desculpas que serão dadas pelo Zico para a derrota japonesa. No intervalo, ele já reclamou que o primeiro tempo não deveria ter acréscimo. Mas depois do show brasileiro no segundo tempo, o melhor para o Galinho é pegar suas malas, voltar para o Brasil e torcer para a seleção brasileira. É melhor não torcer muito porque o cara é um pé frio daqueles.

Muita velocidade

Acredito que das quatro seleções do Grupo E, a mais fácil para o Brasil seria a dos Estados Unidos. Mas não acho que podemos reclamar de enfrentar Gana. Os africanos correm muito, mas não os vejo com condições de vencer a seleção brasileira, mesmo nossos craques não estando no melhor nível técnico. A ausência do meia Essien será muito sentida pelos ganenses. O jogador do Chelsea é o responsável pela ligação do meio-campo com o ataque africano. Por outro lado, os brasileiros precisam ter atenção com o meia Appiah, capitão da seleção de Gana, jogador muito forte e que chuta muito bem a gol.

O jogo de sempre

Os italianos não apresentaram nenhuma novidade na Copa do Mundo. É sempre a mesma coisa. Um time fechado na defesa, que aposta nos contra-ataques e nas bolas altas. Foi o que aconteceu ontem contra a República Tcheca. Os italianos entraram com quatro volantes e conseguiram segurar o ímpeto dos adversários. Em uma cobrança de escanteio marcaram o primeiro e depois mataram o jogo no contra-ataque. Nas oitavas, os italianos não deverão ter muitos problemas, porém mais para frente terão que apresentar algo a mais. Totti, considerado o grande craque do time, está devendo na Copa. Talvez, a melhor solução seria o Del Piero.

Uma decepção

A desclassificação da seleção da República Tcheca foi uma grande surpresa e decepção para mim. Antes do início da Copa, eu apostava que os tchecos iriam longe. Na Eurocopa de 2004, eles chegaram às semifinais com um futebol ofensivo, o mesmo apresentado na estréia da Copa contra os Estados Unidos. Mas a derrota para Gana foi um duro golpe. Ontem, no jogo contra a Itália, apesar do bom início, a seleção tcheca não conseguiu impor seu ritmo e viu a situação se complicar depois da expulsão estúpida do volante Polak. Os tchecos sentiram muita falta do gigante Koller, que era a referência do time.

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