MUNDO DA BOLA
Jogo da afirmação
Foi contra o Japão na Copa das Confederações, ano passado, que a seleção brasileira começou a tomar forma de time e partiu em busca do título. É isso que esperamos que aconteça na Copa. Até agora, a seleção brasileira jogou pouco e nos deu muitos sustos. Está na hora de mostrarem o que sabe. O que chama atenção e preocupa é que a seleção não tem jogadas ensaiadas. Os gols saem em jogadas individuais ou em falhas da marcação adversária.
Cuidado com eles
A seleção da Alemanha demonstrou no jogo contra o Equador que dará trabalho nas fases decisivas da Copa. Mesmo enfrentando um adversário que não queria saber de jogo, os alemães mostraram força e objetividade. O meio-campo sabe trabalhar a bola com velocidade e o ataque não é de perder gols. Desde a primeira rodada, eu dizia que o Klose tem tudo para ser o artilheiro do Mundial. Ele é daqueles que não tem muita categoria, mas não desiste nunca e chuta muito bem a gol. Já o Ballack, visivelmente, se poupou. Mesmo assim, deu um belo passe para o segundo gol. É um jogador que não pode atuar livre.
Estratégia perigosa
A decisão de poupar seus principais jogadores pode trazer problemas ao Equador. A forma como a seleção atuou ontem deixa dúvidas sobre seu futuro na Copa. A goleada e, principalmente, a apatia dos equatorianos pode resultar em reflexos negativos nas oitavas-de-final. Está certo que a seleção já estava classificada, mas não precisava demonstrar tanto desinteresse. Os reservas não souberam aproveitar a chance dada pelo treinador. Entre eles, o atacante Kaviedes, que tem parentes em Londrina e não fez uma única jogada de perigo.
Precisa jogar mais
Cotada como uma das principais favoritas ao título, a seleção da Inglaterra vai precisar jogar um futebol de melhor qualidade, do que o apresentado nos três jogos da primeira fase. Ontem, contra a Suécia, os ingleses fizeram um jogo burocrático e foram penalizados no final quando se preocupavam apenas em defender. O próximo adversário o Equador não deve proporcionar muitas dificuldades, porém mais para frente a Inglaterra terá que apresentar algo a mais. Ou então, os ingleses terão que ficar lembrando do título de 1966.
Uma pena
O jogo entre Argentina e Holanda tinha tudo para ser o melhor da primeira fase da Copa, talvez o melhor de toda competição. Mas a decisão dos dois técnicos de preservar aqueles jogadores com cartão amarelo, certamente, vai tirar o brilho do espetáculo. Do lado holandês não estará em campo seu melhor jogador, Arjen Robben, um ponta-esquerda daqueles da antiga, que parte para cima do lateral com muita velocidade. Já os argentinos entrarão em campo sem Riquelme e Saviola, os dois principais jogadores da seleção.





