Hora de mudar

O técnico Parreira deveria realmente poupar alguns jogadores no jogo contra o Japão. Com a seleção brasileira já garantida nas oitavas-de-final, está na hora de dar chance àqueles que não entraram ainda na Copa. Gostaria de ver o Cicinho atuando na lateral-direita. Não que o Cafu esteja mal, mas é bom deixar o capitão descansado. No meio-campo está na hora de dar uma chance ao Juninho Pernambucano (vou continuar insistindo!). Ele pode entrar tanto na vaga do Kaká, que reclamou de cansaço, como do Zé Roberto.

E o ataque?

Já no ataque, Parreira disse que vai manter Ronaldo para o jogo com o Japão. Acho até que ele está certo. O jogador do Real Madrid precisa de ritmo de jogo, apesar de achar que ele não vai se recuperar durante o Mundial. Uma boa opção seria o Robinho, mas ele recebeu um cartão amarelo bobo contra a Austrália e deve ser preservado. O Fred também pode ter chance de jogar um pouco mais. Faro de gol ele tem, isso ninguém pode negar.

Desafio para Alemanha

Os donos da casa terão hoje seu primeiro grande desafio na Copa. O jogo contra o Equador será difícil. A seleção sul-americana tem um bom conjunto, uma defesa forte (não foi vazada ainda) e um contra-ataque rápido. Os equatorianos jogam pelo empate para terminar em primeiro lugar no grupo A. Se isso acontecer, a Alemanha poderá enfrentar a Inglaterra já na próxima fase. Como não querem muitas dificuldades, os alemães devem partir para cima do Equador. Será fundamental que seu capitão, Michael Ballack, esteja em um dia inspirado, algo que não aconteceu na vitória sobre a Polônia.

Grupo da Morte

Muito se falou que o Grupo C, de Argentina, Holanda, Sérvia e Costa do Marfim, era o ''Grupo da Morte''. Mas as duas primeiras rodadas mostraram que o Grupo E, com Itália, República Theca, Gana e Estados Unidos, é o mais equilibrado da Copa. É difícil fazer uma projeção, mas são grandes as chances de Itália e Gana passarem para a próxima fase. Se isso acontecer, a seleção brasileira não terá facilidades. Qualquer um será um duro adversário para o Brasil na sequência da competição.

Dor de cabeça

O técnico espanhol Luis Aragonés arrumou uma dor de cabeça daquelas. Ele insistia em manter Raúl no banco sob alegação de que o atacante não está bem fisicamente. O problema é que o jogador do Real Madrid entrou no intervalo do jogo com a Tunísia e marcou o gol de empate espanhol. Agora, além do jogador, toda a imprensa da Espanha vai pressionar o técnico para colocar Raúl como titular. Quanto ao resultado final, a vitória espanhola já era esperada. Não se achava que seria tão difícil. A dupla de zaga formada por Puyol e Pablo demonstrou ser instável, principalmente em jogadas rápidas.

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