MUNDO DA BOLA
Show de bola
Como dói escrever isso. A Argentina é a melhor seleção da Copa do Mundo. Se vai ser campeã é outra história. Mas o futebol apresentado ontem contra a Sérvia e Montenegro é de dar inveja. Os argentinos foram soberanos durante os 90 minutos. Os sérvios não viram a cor da bola. E não foi a primeira vez que a Argentina ganha de 6 a 0 dos sérvios. Na estréia das duas seleções na Olimpíada de Atenas, os argentinos ganharam pelo mesmo placar e depois conquistaram a medalha de ouro. Será pura coincidência ou a história se repetirá?
Rodando o jogo
O que mais chama atenção na seleção argentina é a movimentação dos jogadores do meio-campo e ataque. Ninguém mantém posição fixa. Nem mesmo o Crespo, atacante mais de área, fica preso entre os zagueiros. No jogo de ontem, o Saviola não marcou nenhum gol, mas foi fundamental em pelo menos três dos seis tentos. Além disso, a defesa vem se mostrando a mais forte de todas. Os três zagueiros Burdisso, Ayala e Heinze não perdem uma jogada. Acrescente o fato do goleiro Abbondanzieri estar sempre bem colocado. Vai ser difícil vencer eles.
Maior desafio
Vamos ter uma real noção da qualidade da Argentina contra a Holanda, no último jogo da primeira fase. Mesmo as duas seleções estando classificadas, o jogo será importante para definir o primeiro colocado e, teoricamente, um cruzamento mais fácil nas oitavas-de-final. A Holanda também possui um bom conjunto, mas enfrentou dificuldades para vencer a Costa do Marfim. Depois de um começo arrassador, os holandeses parecem ter cansado. Dentre os africanos, a Costa do Marfim é a melhor seleção. Se tivesse caído em um grupo mais fácil, talvez avançasse para a segunda fase.
Proibido dar pênalti
Parece que a Fifa orientou os árbitros a não assinalarem pênaltis na Copa do Mundo. Somente no jogo de ontem, o colombiano Oscar Ruiz deixou de dar dois pênaltis para a Costa do Marfim. Em quase todos os jogos acontece um lance duvidoso. Os árbitros estão preferindo dar cartão amarelo por uma suposta simulação do que punir o verdadeiro infrator. Salvo engano, o único pênalti da Copa até o momento aconteceu no jogo entre Espanha e Ucrânia, a favor dos espanhóis.
Pelas laterais
O australiano Kewell fez elogios aos laterais brasileiros, Cafu e Roberto Carlos, mas está na cara que será por ali que a Austrália tentará envolver a seleção brasileira. O mesmo expediente foi utilizado pela Croácia, que sempre atacava nas costas de Cafu. Parreira precisa corrigir isso, até porque bola alta na área da seleção é aquele perereco. No mais, não há muito o que temer em relação ao ataque australiano. Se jogar o que sabe, a seleção brasileira ganha com certa tranquilidade.





