MUNDO DA BOLA
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 15 de junho de 2006
Gilmar Agassi 
Quadrado mágico
Os defensores do quadrado mágico da seleção brasileira que me descupem, mas depois da estréia começo a defender a hipótese de se fazer uma mudança no esquema tático. Acho que Parreira deveria tirar um atacante Ronaldo e colocar o Juninho Pernambucano. Explico o motivo. Com Juninho em campo, tanto o Kaká como o Ronaldinho Gaúcho atuarão mais avançados, como fazem em suas equipes, Milan e Barcelona. Além disso, nosso meio-campo estará mais fortalecido, mas não defensivo, já que tanto o Juninho como o Zé Roberto sabem armar jogadas e chegam bem ao ataque.
Todas as bolas nele
Mesmo defendendo essa teoria, sei que o Parreira não fará essa mudança já para o jogo com a Austrália. E isso me preocupa. Com a pressão sobre Ronaldo para melhorar seu desempenho e marcar gols, os demais jogadores ficarão forçando jogadas em cima dele para que consiga desencantar na Copa. Isso pode prejudicar a seleção. Contra a Croácia, o Brasil enfrentou muitas dificuldades para chegar ao gol adversário e contra a Austrália não será diferente, pois o time dos cangurus jogará fechado. Eles estão falando que não têm medo, mas não são loucos de partirem para cima da nossa seleção.
Grata surpresa
Talvez nem mesmo os torcedores equatorianos acreditavam que sua seleção pudesse ter um início tão bom na Copa do Mundo. Somente o fato de disputarem o segundo Mundial consecutivo já era suficiente para comemorar. Mas as vitórias incontestáveis sobre Polônia e Costa Rica deixam os equatorianos empolgados para o jogo com a Alemanha, quando jogará por um empate para ficar em primeiro no Grupo A, e para a sequência da competição. Se continuar jogando de forma disciplinada, a seleção do Equador pode incomodar as grandes forças.
Está devendo
Para uma seleção que chegou à Alemanha cotada como grande favorita ao título, a Inglaterra está devendo melhores apresentações. A sofrida vitória sobre a inexpressiva e ingênua seleção de Trinidad e Tobago deixou evidente que os ingleses precisam melhorar muito para comprovar seu favoritismo. Os insistentes cruzamentos para o grandalhão Crouch parecem ser muito pouco para uma seleção com tantos jogadores talentosos.
Retranca punida
Nos dois jogos que disputou na Copa do Mundo, a seleção paraguaia só se preocupou em se defender. Jogando com quatro volantes e dois atacantes isolados, dá para contar nos dedos de uma mão as chances de gols dos paraguaios nesses dois jogos. Por isso, não adianta seus torcedores ficarem lamentando. A eliminação foi justa. Por outro lado, a Suécia precisará melhorar muito se quiser aspirar a algo nesse Mundial. A seleção escandinava tem um dificuldade incrível para marcar gols.


