MUNDO DA BOLA
Males que vêm para o bem
A preocupante estréia da seleção brasileira na Copa do Mundo pode servir para abrir os olhos dos jogadores e comissão técnica. Por mais que eles falavam que não eram favoritos, no fundo todos achavam que eram os melhores. Talvez até sejam mesmo. Mas para confirmar essa teoria, os jogadores terão que melhorar muito. Estréia sempre é difícil, mas não precisava ser tanto assim. O jogo contra a Austrália tinha tudo para ser fácil. Mas não será. Depois da vitória sobre o Japão, os australianos ganharam confiança e perderam o medo do Brasil.
Cabeça em outro lugar
Até mesmo o zagueiro croata Robert Kovac disse que foi muito fácil marcar o atacante Ronaldo. Ele simplesmente não fez nada em campo. Parecia estar com a cabeça em outro lugar, quem sabe no Rio de Janeiro onde estava sua namorada Raica ou pensando na jornalista mexicana que lhe enviou um bilhete secreto. Ronaldo não parece estar com ''espírito de Copa do Mundo''.
A melhor de todas
Dentre todas seleções que atuaram na primeira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, a Espanha se mostrou a melhor. A Fúria não deu chances para a Ucrânia na estréia das duas seleções ontem. Desde o início do jogo, os espanhóis sufocaram os ucranianos que não viram a cor da bola. O que chamou a atenção é que mesmo jogando com três volantes, os espanhóis chegavam com facilidade ao ataque. Isso porque Marcos Senna, Xavi e Xabi Alonso são jogadores que conseguem marcar e armar jogadas. Além disso, o ataque formado por David Villa e Fernando Torres é muito forte. Eles não perdem gols.
Se continuar assim
Se conseguir repetir o desempenho nas próximas rodadas, a Espanha será uma forte candidata ao título. Antes do início da Copa, fiz críticas à seleção espanhola, mas sou obrigado a dar o braço a torcer. A Fúria possui um conjunto muito bom. Até mesmo a defesa, nem sempre segura, demonstrou estar entrosada. Já a Ucrânia foi uma decepção. Não conseguiu armar jogadas ofensivas e seu principal jogador, Shevchenko, só pisou na bola. Parece estar muito fora de forma.
Não faltou vontade
Alemanha demonstrou muita força de vontade para vencer a Polônia. Em um jogo que perdeu uma série de oportunidades, os alemães não deixaram de acreditar um minuto na vitória. Somente o craque Ballack ficou devendo um pouco. Mesmo sem ter uma equipe brilhante, os donos da casa podem, sim, ir longe nessa Copa.
Ao menos gols
Mesmo sendo duas seleções de nível técnico discutível, Arábia Saudita e Tunísia fizeram um jogo bem movimentado e com muitos gols quatro. As duas seleções dificilmente passarão de fase, mas, pelo menos, não fizeram um jogo tão ruim como foi Coréia do Sul e Togo.
Gilmar Agassi
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