MUNDO DA BOLA
Muita coincidência
Posso estar me precipitando, mas o corte do volante Edmílson é, no mínimo, suspeito. Na semana passada, ele já havia dito que não aceitaria a reserva. Depois teve dois desentendimentos com Adriano, titular absoluto e um dos xodós de Parreira. Existe um cheiro de armação no ar. Na minha opinião, foram os próprios jogadores que pediram o corte do volante do Barcelona. Os mais experientes sabem que para ganhar uma Copa do Mundo é importante que o ambiente interno seja harmonioso. Como diz o ditado popular, ''uma laranja podre pode estragar a caixa de frutas''.
Amistosos inúteis
A decisão da comissão técnica da seleção brasileira de enfrentar adversários discutíveis, como o FC Lucerna e a Nova Zelândia, me deixa preocupado. Esses jogos servem somente para entrosar o ataque, enquanto o nosso maior problema é o sistema defensivo, que já demonstrou ser falho. Na Copa vamos jogar contra seleções entrosadas, como Croácia e Japão, que certamente levarão muito perigo à zaga brasileira. Sem serem testados de verdade, Lúcio e Juan podem ser crucificados posteriomente em caso de uma eliminação precoce.
Outro desfalque
Além do volante Edmílson, a seleção brasileira terá outro ''desfalque'' na Copa do Mundo. O árbitro jamaicano Peter Prendergast foi cortado do Mundial por causa de uma lesão no joelho. Para quem não se lembra, o jamaicano apitou o jogo da seleção brasileira contra a Bélgica, nas oitavas-de-final da Copa de 2002. Na ocasião, Prendergast anulou um gol legítimo dos belgas quando o jogo estava 0 a 0. No segundo tempo, o Brasil fez dois gols, com Rivaldo e Ronaldo, e avançou para a conquista do título.
Bem na fita
O volante Marcos Senna, que concedeu entrevista exclusiva à Folha antes de se integrar à seleção espanhola, vem ganhando espaço no time titular às vesperas do início da Copa. Nos treinos, ele vem sendo o mais eficiente nas cobranças de faltas e pênaltis. Como o técnico Luís Aragonés costuma privilegiar aqueles em melhores condições, Marcos Senna deverá ser titular.
Garantido no cargo
Mesmo se perder os três jogos na Copa do Mundo, o técnico brasileiro Marcos Paquetá estará garantido à frente da seleção da Arábia Saudita. O presidente da Federação de Futebol, o príncipe Bin Fahd, afirmou que o brasileiro continuará no comando da equipe pelos próximos dois anos, independente do desempenho da seleção no Mundial. O príncipe ressaltou que a péssima performance da equipe na última Copa não se repetirá. Em 2002, os sauditas não conseguiram marcar nenhum gol na competição e levaram uma goleada de 8 a 0 em partida contra a Alemanha.
Nada bobos
Conscientes que não têm a menor chance na Copa do Mundo, os jogadores da seleção de Togo exigem o pagamento de uma premiação no valor de 155 mil euros (R$ 445 mil) antes de disputar a competição. Além do valor pela participação, os atletas querem mais 30 mil euros (R$ 86 mil) por jogo vencido, além de uma remuneração suplementar de 15 mil (R$ 43 mil).
Gilmar Agassi
[email protected]





