MUNDO DA BOLA
Fechando os olhos
Parece que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, não tem acompanhado os problemas de violência no Estado de São Paulo. Ele disse ontem na concentração da seleção brasileira, em Weggis, na Suíça, que a violência não impedirá que o Brasil sedie a Copa de 2014. E mais, que a violência é ''certamente um problema para a imprensa''. Teixeira chegou a comparar a falta de segurança nas principais cidades do Brasil a de grandes metrópoles, como Nova York, Paris e Munique, que já receberam grandes eventos, como Olimpíadas e Copas.
Luta contra o racismo
O Comitê Organizador da Copa anunciou ontem que uma mensagem contra o racismo será divulgada antes do início de cada uma das 64 partidas do Mundial. Uma bandeira mostrará a frase ''Diga não ao racismo'' e será acompanhada do slogan do evento na Alemanha: ''A Copa da amizade''. O ato está programado já para a partida de abertura do torneio, entre Alemanha e Costa Rica, no dia 9 de junho, em Munique. A bandeira ficará no círculo central do gramado até os instantes que antecederem o apito para o início do jogo.
Justiça em alerta
A Justiça alemã estará aberta as 24 horas do dia durante a Copa do Mundo. Além disso, os 12 estádios do Mundial terão um juiz cada, anunciaram as autoridades do Judiciário do país. Os jogos terão a presença de um magistrado da promotoria e os juízes estarão preparados para ordenar a detenção dos suspeitos de crimes.
Clima quente
O clima na concentração italiana está fervendo por causa das denúncias de corrupção no Campeonato Italiano, que envolvem jogadores como o goleiro Buffon, da Juventus, e o próprio técnico da Azurra, Marcelo Lippi, suspeito de convocar jogadores da agência de seu filho, Davide, com o objetivo de elevar o valor do passe dos mesmos. Um desses seria o pouco conhecido goleiro Amelia, do Livorno. Uma parte dos torcedores quer a saída dos suspeitos da seleção.
Investigando a fundo
Ainda por causa das denúncias de fraude no ''Calccio'', a Justiça de Turim vai investigar a transferência de 41 jogadores da Juventus. Da mesma forma, 71 equipes de todas as categorias do futebol terão de informar as autoridades sobre compra ou venda de jogadores para a Juve. As investigações abrangem o período de 2000 a 2005 e pretende averiguar sobretudo se o clube contabilizou valores menores do que recebeu pela venda de jogadores, para assim sonegar impostos. O caso de Zidane é um dos mais importantes, já que ele foi vendido por 75,1 milhões de euros para o Real Madrid, em 2001.
Zico confiante
O técnico da seleção japonesa, Zico, afirmou que seus jogadores estão em perfeita forma para a Copa do Mundo após os campeões asiáticos terem feito ontem o último treino em casa. O Japão deixará o país amanhã e enfretará Alemanha e Malta antes da primeira partida do time no Grupo F, contra a Austrália, em Kaiserslautern, no dia 12 de junho. O Japão será o terceiro adversário do Brasil na Copa, no dia 22 de junho.
Gilmar Agassi
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