São Paulo - A vitória espanhola nos pênaltis sobre a Irlanda por 3 a 2, após empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, manteve a escrita dos últimos cinco mundiais sempre terem um confronto decidido dessa forma.
A tradição começou há 20 anos, na Copa da Espanha-82, quando a Alemanha eliminou a França nas semifinais por 5 a 4, após igualdade em 3 a 3. Os franceses chegaram a estar vencendo por 3 a 1 na prorrogação.
No Mundial seguinte, no México, outras três partidas dos mata-matas foram definidas nessa situação. Numa delas, o Brasil foi desclassificado pela França por 4 a 3, após empate por 1 a 1, nas quartas-de-final.
Na mesma fase, a Alemanha bateu o México por 4 a 1 (0 a 0 com a bola rolando), enquanto a Bélgica passou pela Espanha por 5 a 4 (1 a 1 nos 120 minutos).
A Copa da Itália-90 foi a que mais registrou decisões de pênaltis. Nada menos do que quatro confrontos foram decididos assim, dois deles envolvendo a Argentina, que seria vice-campeã.
Os sul-americanos derrotaram a Iugoslávia nas quartas-de-final por 3 a 2 e a Itália por 4 a 3 nas semifinais, após igualdades em 0 a 0 e 1 a 1, respectivamente.
Também na disputa por uma vaga na decisão, a Alemanha superou a Inglaterra por 4 a 3 (empate por 1 a 1), enquanto a Romênia sucumbiu frente à Irlanda por 5 a 4 (0 a 0).
Nos EUA-94, além do triunfo brasileiro na final sobre a Itália por 3 a 2, dois outros jogos – Búlgaria 3 x 1 México, nas oitavas, e Suécia 5 x 4 Romênia, nas quartas –, foram definidos em cobranças.
Na última edição, o Brasil voltou a levar a melhor nessa disputa. Após 1 a 1 com a Holanda, a equipe de Zagallo garantiu vaga na final com um triunfo por 4 a 2, com Taffarel se destacando mais uma vez.
Antes, nas oitavas-de-final, a Inglaterra caíra diante da Argentina por 4 a 3, após empate por 2 a 2, e a seleção francesa despachara a italina pelo mesmo placar, após 0 a 0.

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