Lima - Com a participação de 16 países, entre eles o Brasil, atual campeão, começa amanhã o Campeonato Mundial Sub-17, um torneio que será um tubo de ensaio de novidades para a Fifa, que poderia adotar o campo sintético e o microchip na bola.
Brasil, Uruguai, México, Costa Rica e Peru, o país anfitrião, desafiarão China, Gana, Turquia, Austrália, Costa do Marfim, Itália, Coréia do Norte, Estados Unidos, Holanda, Catar e Gâmbia, em um torneio que se disputará em cinco cidades peruanas entre 16 de setembro e 2 de outubro, quando se jogará a grande final em Lima.
Nesta décima versão do Mundial Sub-17, que chega pela segunda vez à América do Sul, depois de ter sido disputado no Equador em 1995, o Brasil busca conservar o título que obteve na Finlândia em 2003, quando derrotou a Espanha na final.
Dado o caráter da competição, no qual os jogadores que participam são principiantes renovados a cada torneio, é impossível falar de favoritismos, mas há o peso da história de certos países, como o Brasil, que ganhou três Mundiais Sub-17, e Gana, que conquistou dois.
As cinco cidades sedes do campeonato são Lima, Chiclayo, Trujillo e Piura e a amazônica Iquitos. Todos os estádios são de grama sintética, uma das novidades que a Fifa quer estudar para ver se a aplica nos torneios mais importantes.
A Fifa considera que, não apenas os campos artificiais são mais fáceis de manter, como também são mais resistentes que a grama natural, o que permite um uso intensivo e elimina o risco que o terreno se deteriore seriamente após algumas partidas.
A outra inovação é o microchip na bola, que permitirá mediante um sinal luminoso indicar ao árbitro se uma bola ultrapassou ou não a linha de gol. O presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, tem se mostrado entusiasta com este última novidade, e tem dito que se for bem sucedida ele irá introduzi-la já na Copa do Mundo de Alemanha-2006.

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