Foi por pouco. Assim como no último Mundial de handebol, a Seleção Brasileira masculina foi eliminada da competição por um gol. A derrota por 26 a 25 para a Croácia, ontem, na Arena Ali Bin Hamad Al-Attiyah, em Doha (QAT), pelas oitavas de final, foi doída. Afinal, o posto nas quartas escapou por pouco. E os brasileiros ainda fizeram sua melhor partida na competição de 2015.
Ninguém da comissão ou entre os jogadores escondeu o favoritismo dos rivais. Afinal, eles são donos de títulos mundiais e olímpicos e fecharam a primeira fase na ponta do Grupo B, com cinco vitórias. Mas, justamente por conta da humildade e superação dos atletas, o Brasil ficou perto de fazer história.
Quando a Croácia abriu 4 a 1 com cinco minutos de jogo, muitos poderiam pensar que seria um passeio. Não foi. A Seleção se recuperou. A defesa fez um grande trabalho, obrigando os adversários a arriscarem arremessos de longe. O ataque funcionou. E o goleiro Rick estava inspirado. Reserva no primeiro tempo, entrou em quadra apenas para defender chutes de sete metros. Em cinco, pegou quatro.
E foi assim que o Brasil empatou o jogo e terminou a primeira etapa na frente. O que muitos duvidavam, agora estava perto de acontecer.
O problema é que o início da segunda etapa não foi bom. A Croácia abriu 5 a 0 e os brasileiros marcaram só aos 7m25. E aí entrou outro obstáculo: a arbitragem dos qataris Mansour Al-Suwaidi e Saleh Bamutref.
Não economizaram exclusões de dois minutos para os brasileiros. Foram cinco no jogo, contra uma da Croácia. Se não bastasse, tiveram marcações confusas, inverteram faltas... No sábado, no duelo entre Argentina e Rússia pelo Grupo D, eles já mostraram falta de qualidade.
Mesmo assim, a Seleção voltou a se superar. Empatou e virou o jogo. Sempre na base da raça e da superação. Mas no fim a experiência e superioridade croata prevaleceram.
Os adversários comemoraram como nunca. Os brasileiros choraram. Mas a hora é de levantar a cabeça. Apesar de tristeza, a participação deve ser comemorada. Afinal, por pouco o Brasil não bateu a campeã Espanha e a quarta colocada do último torneio, Eslovênia. Faltou quase nada para passar pela temida Croácia.
A colocação final será pior que a 13ª de 2013. Mas com jovens e experientes, a evolução em quadra foi grande. O título é difícil, mas é possível bater as potências europeias.
*O repórter viaja a convite da Organização

Imagem ilustrativa da imagem MUNDIAL MASCULINO - Faltou pouco
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