São Paulo - Começa hoje na cidade de Aarhus, na Dinamarca, o Mundial de ginástica artística mais difícil dos últimos anos. Ao todo, são 548 ginastas que compõem 78 equipes (44 masculinas e 34 femininas) que lutam para manter vivo o sonho de chegar à Olimpíada, já que pela primeira vez o campeonato será classificatório para o Pré-Olímpico, que será no ano que vem, na Alemanha.
''É o Campeonato Mundial de maior tensão. Todo mundo está aqui na Dinamarca, e isso aumenta bastante a pressão sobre cada equipe e suas pretensões'', diz Eliane Martins, supervisora de seleções da Confederação Brasileira de Ginástica.
Além de realizar o primeiro embate entre seleções desde a Olimpíada de Atenas-2004 e definir quem se manterá na luta para chegar a Pequim-2008, o Mundial marca o início de uma era na ginástica. Pela primeira vez, o torneio ocorre sem a tradicional nota 10, abolida desde a instauração do novo código de pontuação da ginástica, em janeiro.
No tablado do NGRi Arena, na disputa por equipes, EUA, no feminino, e China, no masculino, defendem seus títulos. O Brasil, que detém três medalhas na história dos Mundiais (dois ouros, com Daiane dos Santos e Diego Hypólito, e uma prata, com Daniele Hypólito), estreará no torneio amanhça, com o time masculino. A seleção feminina inicia sua participação na segunda-feira - o Mundial irá até o dia 21.
Além da vaga das equipes no Pré-Olímpico, os brasileiros estarão em busca de pontos no ranking internacional, que definirá até o final do próximo mês os oito atletas mais bem colocados de cada aparelho para a finalíssima da Copa do Mundo, marcada para dezembro, em São Paulo. Hoje, os mais cotados para disputar o torneio são Daiane dos Santos e Diego Hypólito, líder e vice-líder, respectivamente, dos rankings de solo.

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