Mundial de F-1 pode acabar na Hungria
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 11 de agosto de 2004
Agência Estado 
São Paulo - A Ferrari pode conquistar no GP da Hungria, cujos treinos livres começam amanhã, os títulos de pilotos e construtores. A prova promete também, pelas características do circuito Hungaroring e seu histórico, ser tão disputada quanto a de Mônaco, a única não vencida este ano por Michael Schumacher. E quase indiferente à iminente vitória final da Ferrari nos dois campeonatos, Frank Williams, da Williams, e David Richards, BAR, irão participar de outro capítulo da novela Jenson Button. Cada um diz que o veloz piloto inglês correrá por seu time em 2005.
Não há como, matematicamente, Schumacher comemorar o seu sétimo título mundial domingo. Ele tem 110 pontos diante de 74 de Rubens Barrichello, seu companheiro na escuderia italiana. Mesmo que o alemão vença a 13 etapa da temporada e Rubinho não marque pontos, chegaria a 120 contra 74, diferença de 46 pontos. Ocorre que restarão depois as corridas da Bélgica, Itália, China, Japão e Brasil e estarão em jogo 50 pontos. Mas a Ferrari pode garantir que o título de pilotos vá, necessariamente, a Schumacher ou Rubinho. O terceiro colocado na classificação é Jenson Button, da BAR, com 61 pontos. Sua diferença para Schumacher é de 49 pontos.
Basta a Schumacher ampliar essa diferença para 50 pontos, obtendo uma única colocação à sua frente, independente qual seja, por exemplo.
Vale o mesmo raciocínio: nas cinco etapas restantes Button conseguiria, em caso de vitória em todas e Schumacher não pontuasse em nenhuma, igualar-se ao alemão. Mas o piloto da Ferrari ganhou, até agora, 11 das 12 etapas realizadas.
Teria mais vitórias. Com alta probabilidade, portanto, a Ferrari confirmará, domingo na Hungria, que o título ficará com Schumacher ou Rubinho.
Outra certeza possível para a equipe de Maranello na Hungria: sexto título de construtores seguido, 14º da sua história, líder absoluta nesse ranking.
Em 12 provas, Schumacher e Rubinho somaram 184 pontos. A surpreendente Renault está em segundo, com 85 pontos. A terceira colocada, a BAR, já não possui chance de ser campeã. Tem 76 pontos e se os seus dois pilotos terminassem em primeiro e segundo as seis etapas restantes, somando 18 pontos em cada corrida, atingiria 184 pontos (76 + 108), o mesmo número de pontos da Ferrari hoje. Mas os italianos já ganharam 11 vezes no campeonato. Resta no páreo, portanto, apenas a Renault.
Os franceses têm de sair de Budapeste com uma diferença para a Ferrari menor de 90 pontos. Agora ela é de 99 pontos. Isso porque depois da Hungria haverá mais cinco etapas e 90 pontos em jogo (18 x 5). Em termos práticos, Fernando Alonso e Jarno Trulli têm de somar, domingo, nove pontos a mais que Schumacher e Rubinho para a Ferrari não ser campeã entre os construtores. Ano passado Alonso venceu em Hungaroring pela primeira vez na carreira, bem como a Renault desde a sua volta à Fórmula 1, em 2002.


