Mundial de Curta com seleção reduzida A seleção brasileira convocada para o Mundial de Piscina Curta, a ser realizado em Atenas, na Grécia, de 16 a 19 deste mês, é a mais desfalcada seleção que o Brasil já teve. E não é só nosso País que fez isso não: Austrália também irá com uma equipe sem os principais nadadores. Serão 12 atletas defendendo a bandeira brasileira em um campeonato com pouco mais de 300 competidores. Apesar dos desfalques, a nossa equipe feminina tem boas chances de surpreender em algumas provas individuais. Quem são os atletas? Cassiano Leal é o atleta mais velho que estará na Seleção, acompanhado de Bruno Bonfim, Edvaldo Valério e Fernando Saez. Estes compõem o único revezamento que a equipe masculina irá nadar: o 4 x 200m livre. Engraçado notar que o Brasil é recordista mundial no 4 x 100m livre e não terá uma equipe no Mundial, porque não obteve o índice mínimo exigido pela CBDA, durante a etapa brasileira da Copa do Mundo, em novembro do ano passado. E as mulheres? Ah, claro, ficam aqui meus parabéns a todas as mulheres brasileiras pelo Dia Internacional das Mulheres, festejado ontem. E, para complementar, desejo boa sorte a Ana Carolina Muniz, Juliana Berlanga, Monique Ferreira, Paula Ribeiro, Paula Aguiar, Rebeca Gusmão, Renata Miatto e Tatiana Lemos. Ineficácia do antidoping O clima vai ficar quente: o presidente do COI, Juan Antonio Samaranch, declarou neste final de semana que admite a ineficácia dos testes antidoping com urina e até mesmo sangue. Ou seja: a desconfiança voltará novamente às piscinas, com uns apontando para outros e nada a provar. Novos métodos de sistema de antidoping estão em desenvolvimento, mas dificilmente serão utilizados nestas Olimpíadas. Acidentes com nadadoras Primeiro foi a canadense Tara Sloan, que perdeu o controle de sua Van e capotou, ficando em estado de coma. Na Austrália, Lori Munz machucou seriamente seus joelhos em um acidente de carro e terá que se submeter a uma operação, colocando sua vaga olímpica em risco. Munz participou dos revezamentos 4 x 100m e 4 x 200m livre que ganharam os Jogos da Comunidade Britânica e o Pan Pacífico. Pankratov fala Após uma atuação fraca no campeonato russo, quando ficou em segundo nos 200m borboleta – prova em que é o recordista mundial, piorando mais de 4s – Denis Pankratov disse que na atual conjuntura ‘‘vai ser difícil até pegar a equipe olímpica, quanto mais defender meu título’’. E desabafou para a mídia do seu país: ‘‘Vocês têm que parar de me colocar como um líder e uma esperança de medalhas, sou parte do passado’’. Seu técnico ainda crê que isso tudo não passa de uma tática do seu pupilo para enganar seus oponontes... JAP’s sem natação? Li com espanto uma notícia a respeito da natação ficar fora dos Jogos Abertos do Paraná (JAP’s) deste ano. Como isso pode acontecer, ou melhor, por que isso deve acontecer? Sobre a falta de apoio da Paraná Esportes, autarquia estadual que cuida do desporto paranaense, não estou aprofundado no assunto, mas sei que Jogos Abertos sem natação não serão os mesmos. Independente disso, peço aos dirigentes que pensem mais nos atletas, tanto os que estão ativos, quanto naqueles futuros nadadores, com 5/6 anos, e que já pensam em ser campeões um dia neste tipo de evento.

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