São Paulo - Uma alegria incontida tomou conta dos italianos pelas ruas de Roma, após a Itália bater a França e conquistar o tetracampeonato mundial de futebol. No ‘‘Circo Massimo’’, antigo estádio, da época do Império Romano, mais de 150 mil pessoas acompanharam a partida de ontem, sofrendo durante todos os 120 minutos de jogo e assistindo ao time italiano superar o trauma de sempre sair de um Mundial derrotada numa disputa por pênaltis.
  Com o gol de Fabio Grosso, que tirou a Itália de um jejum de 24 anos sem conquistar uma Copa do Mundo, os torcedores explodiram de emoção, numa bela festa marcada por inúmeras bandeiras agitadas por um mar de braços italianos. Nos céus, bastou a conversão da cobrança decisiva para que fogos de artifício iluminassem a noite. A praça de Veneza, tradicional local de encontro para comemorações esportivas, também começou a receber torcedores assim que o título italiano se decidiu.
  Um grupo de cerca de 30 jovens romanos embriagados de alegria se jogaram na famosa Fontana de Trevi de Roma diante do olhar atônito de dois guardas municipais que brigavam em vão com eles, constatou a Agência France Presse (AFP) pouco depois da vitória da Itália na Copa do Mundo 2006 contra a França.
  Ao som de poporopopopopo!, os jovens se atiraram na iluminada fontana, que representa o carro de Netuno, deus do mar, depois de algumas tentativas frustradas. Pouco depois do final da partida, três jovens conversaram com a guarda Sonia Brigitaro, que tentava convencê-los a não se jogar na fontana. Por fim, eles conseguiram uma autorização para salpicar-se de água. Os jovens cumpriram as ordens e jogaram pequenas quantidades de água uns nos outros e também na guarda.
  Depois, enquanto outro guarda, Andrea Brais, era despistado, o primeiro dos jovens se atirou na água com uma garrafa de espumante numa mão e uma bandeira da Itália na outra. Os outros o seguiram um a um. Dois deles conseguiram subir até os pés de Netuno. ‘‘Não podem se banhar porque é perigoso. Podem cair e nós somos responsáveis por sua segurança’’, comentou à AFP o instrutor da guarda municipal Brais. A Fontana de Trevi era um mar de alegria, com buzinas ensurdecedoras, cheiro de pólvora e muitas, muitas vozes.

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