Mulheres se destacam no clube do surf
As mulheres ganham a vez no surfe. Além delas não terem regalias por pertencerem, supostamente, ao sexo frágil, começam cedo a trabalhar. Treinar todos os dias, durante quatro horas consecutivas, faça chuva ou sol, pode não parecer uma rotina fácil, mas é extremamente prazerosa para Gabriele Silva, de 15 anos. Surfando desde os 13, ela vai disputar a próxima etapa do Paranaense em junho e a primeira etapa do Campeonato de Surfe Brasileiro Amador de 2001, que acontece em abril, no nordeste. É a única mulher da equipe.Quando comecei, só tinha eu de mulher, mas hoje em dia muitas surfam. Meus irmãos, que também surfamm, sempre me ajudaram. Sou muito bem tratada pelos surfistas.
A febre deste esporte radical fez com que muitas meninas trocassem bonecas por pranchas. Bruna Schmitz, de 10 anos, é uma das grandes revelações do esporte. Conciliando as horas de estudo em um colégio de Matinhos, litoral paranaense, e os treinos, sempre supervisionados pelos olhos atentos da mãe, Fernanda Schmitz, Bruna promete ser uma das grandes destaques nas próximas competições. Ela fez a escolinha da Mobidyck durante as férias e acabou pegando a prancha do irmão emprestado para cair na água. No começo fiquei com medo, mas acabei vendo que ela leva jeito. Agora fico cuidando de longe, diz a mãe de Bruna.
Outra atleta de destaque é a também paranaense Fernanda Passos Caldeira. A guaratubana de 15 anos ficou em 1º lugar no Paranaense, disputado no último final de semana. Ela treina há mais de um ano durante até quatro horas por dia. Os meninos acham legal eu surfar porque é difícil meninas pegarem ondas. Aprendi sozinha, porque vi uma menina surfando e achei legal. Fui tentando até conseguir. Em um ano, sou campeã, diz Fernanda. O resultado no paranaense representa um bom começo para quem pretende alcançar a elite do surfe feminino e também uma prova de que as meninas do surf têm talento.





