São Paulo - Dez anos depois, uma mulher voltará a um carro de Fórmula 1. A McLaren anunciou ontem que Sarah Fischer, 21, piloto da Indy Racing League (IRL), dará algumas voltas de demonstração com o MP4-17, na sexta-feira que vem, em Indianápolis.
Será a primeira vez que uma mulher guiará um modelo da categoria desde que a italiana Giovanna Amati tentou, sem sucesso, classificar um Brabham/Judd para três provas do Mundial de 92. Antes de Amati, outras quatro mulheres tentaram a sorte na F-1.
A experiência, porém, extrapola o aspecto histórico. É também uma resposta, ainda tímida, a pressões sofridas pelos dirigentes da F-1. Nos últimos anos, publicações européias questionaram a ausência de mulheres no esporte.
''Estou encantada com a possibilidade de pilotar um F-1'', afirmou a norte-americana. ''Sei que essas oportunidades são raras.''
São raras na F-1, inéditas na McLaren. ''Será a primeira vez que uma mulher testará um de nossos carros'', declarou Martin Whitmarsh, diretor da equipe.
Fischer terminou a última temporada da IRL em 18º lugar. Em agosto, em Kentucky, se tornou a primeira mulher a conseguir uma pole em uma categoria de ponta.
Massa Terminou mal o treino de Heinz-Harald Frentzen, ontem em Silverstone, para ele saber se o cockpit do modelo C21 da Sauber poderia acomodá-lo bem para substituir Felipe Massa no GP dos Estados Unidos, dia 29. Na última volta do ensaio, depois de estabelecer a ótima marca de 1min21s646, o alemão bateu violentamente na barreira de pneus da veloz curva Stowe, onde Michael Schumacher fraturou uma perna em 1999. Frentzen passou pelo ambulatório do circuito inglês e depois foi encaminhado para um hospital em Oxford.
''O ocorrido com Frentzen adia a decisão se ele irá correr no lugar de Massa'', diz o comunicado da Sauber.

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