Mudanças geram insatisfação
São Paulo - As discussões em torno do novo regulamento técnico da Fórmula 1 para 2005 e 2006, anunciadas ontem pela FIA (veja quadro ao lado), monopolizaram os representantes das equipes. E já existe até a ameaça de recorrer à Justiça contra a entidade. ''Não excluímos essa possibilidade'', afirmou Mario Theissem, diretor da BMW. Ele reuniu-se ontem com Norbert Haug, da Mercedes, e Shuhei Nakamoto, da Honda, para assumirem um postura conjunta contra Max Mosley, presidente da FIA. ''A Fórmula 1 ficará mais lenta, cerca de 1 segundo'', previu Ross Brawn, diretor-técnico da Ferrari.
''Não aceitamos mudar os motores de 3.0 litros e V-10 para 2.4 litros e V-8 em 2006'', afirmou Theissen. ''Nós concordamos com os objetivos das medidas, que é oferecer maior segurança aos pilotos e a melhora do espetáculo, mas discordamos da forma como as estão buscando.'' Para o engenheiro alemão, é um erro pensar em diminuir despesas alterando-se conceitualmente os motores.''
Depois disso, comentou, ninguém sabe o que acontecerá com a Fórmula 1 porque o conjunto de normas que a rege deixará de existir. ''Não nos opomos a que o mesmo motor deva ser usado em dois GPs e não apenas um, como hoje, a questão é projetar outro motor para 2006'', informou Theissen. (A.E.)





