São Paulo, 24 (AE) - COC/Ribeirão Preto e Franca/Marathon já mostram os efeitos da perda de jogadores importantes para outras equipes e da contusão de vários titulares neste Campeonato Brasileiro. Os times, que decidiram o título nacional em 98, fazem um campeonato mediano nesta temporada. Franca está na 7.ª posição do Brasileiro com 11 jogos, enquanto o Ribeirão está na 11.ª, após 12 partidas.
A situação do Franca complicou-se com sua eliminação na primeira fase da Liga Sul-Americana. O Ribeirão passou para a segunda fase da competição e joga amanhã contra o Boca Juniors, às 21 horas, em Ribeirão Preto. A disputa, segundo o técnico Edvar Simões, deve ser duríssima, pois o adversário conta com três atletas da seleção argentina.
"Do time do ano passado só sobrou a camisa", diz Edvar Simões. A situação piorou com uma sequência de problemas físicos
o mais recente no último jogo. O pivô Paulão sofreu uma contusão nos ligamentos do joelho, passa amanhã por cirurgia e está fora do Brasileiro.
Hélio Rubens enfrenta situação parecida. "Perdemos sete jogadores e o time deste ano, além de sofrer problemas de contusão, também não está rendendo o esperado."
Os técnicos concordam que, para ter uma boa equipe, é preciso trabalho de longo prazo. "Para disputar um título é preciso ter uma equipe que jogue pelo menos há três anos junta", diz Edvar. "A consistência de jogo em uma temporada é impossível, só lá pela terceira temporada, mas acho possível manter a competitividade", diz Hélio Rubens.
Apesar dos problemas, os técnicos estão otimistas e acreditam na reação de suas equipes. A expectativa de Hélio Rubens é de que o Franca termine o Brasileiro entre os quatro melhores. Edvar é mais cauteloso. "Nosso objetivo é a classificação para os playoffs; a partir daí, disputa-se um novo campeonato."

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