Rio - Diego Tardelli foi o primeiro brasileiro em atividade no futebol da China a ser convocado para a seleção brasileira. Na manhã desta quinta-feira, o técnico Dunga afirmou que a equipe está aberta para os jogadores que estão migrando para centros de futebol não muito tradicionais. Contudo, ressaltou que esses atletas vão precisar se sacrificar mais que os outros e terão de conviver com outros níveis de cobrança.
O treinador também revelou que teve uma conversa com Tardelli antes de o atacante se transferir do Atlético-MG para o Shandong Luneng. "Só disse que quando tomasse a decisão seria necessário conversar com o clube. Dizer que tem que fazer muitas horas de voos quando convocado. Que vai ter que vir um ou dois dias antes para descansar, porque os jogos são muito competitivos", alertou.
Everton Ribeiro, que foi para os Emirados Árabes, e Ricardo Goulart, que também seguiu para a China, ficaram fora da lista, e Dunga justificou as ausências dos dois da seguinte forma: "Eles estão em pré-temporada. Chamar três jogadores que estão começando é difícil, porque não estão com condicionamento ideal. Então optamos por um (Tardelli), que já era titular. Vamos enfrentar seleções que já estão em ritmo de competição. E vamos precisar de jogadores assim".
Para Dunga, cada vez mais jogadores de destaque do Brasil vão se transferir para novos polos, diferentes da Europa. "É uma situação do futebol globalizado e, principalmente, uma situação econômica. Ouvi dizer que o brasileiro que está indo para o futebol asiático é desvalorizado. A Europa tem países que não têm condição de comprar os melhores. A China está investindo bem. Não está levando só jogadores, mas treinadores. Para crescer no futebol", ressaltou o comandante. (A.E.)

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