Mudança de comando nas obras
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sábado, 01 de novembro de 1997
Filipe Pimentel Curitiba 
Kraw PenasA diretoria atleticana mandou fazer um mirante na BaixadaSem chances de ver seu time classificado para a segunda fase do Campeonato Brasileiro, a torcida do Atlético, se volta inteiramente para a conclusão das obras no Estádio Joaquim Américo. Embora o início da reconstrução da Baixada tenha atrasado algumas semanas em função dos problemas enfrentados pelo clube junto à CBF (escândalo da arbitragem), o ritmo das obras está intenso, segundo a diretoria do clube, e dentro do prazo.
A previsão é de que o Atlético volte para casa no dia 31 de julho do ano que vem. A diretoria não confirma, mas há a possibilidade de acontecer um jogo entre o rubro-negro e um clube europeu. Até lá a torcida do Atlético terá de se contentar com os jogos no Estádio Pinheirão.
Até o início da semana passada, as obras da Baixada estavam sendo comandadas pelo diretor do Atlético Ênio Fornéa. Houve uma mudança e as obras do Joaquim Américo passaram para a responsabilidade da empresa Voltoragui. Ênio Fornéa afastou-se e Luiz Carlos Volpato é o diretor de obras e o responsável técnico pela construção da Baixada.
A explicação oficial para a mudança é que como a maioria dos diretores do Atlético é empresário e tem outros negócios além do clube, era necessário que o responsável técnico fosse alguém que tivesse todo o tempo livre para cuidar de qualquer problema que por ventura viesse a ocorrer durante a construção.
Entretanto, a história que se conta nos bastidores é muito diferente. Fornéa e o presidente afastado do Atlético, Mário Celso Petráglia, teriam discordado sobre o andamento das obras e dos métodos utilizados na construção do Estádio Joaquim Américo. Além disso, Fornéa não teria aprovado a escolha de Luiz Carlos Volpato para responder pela obra e teria ficado bastante chateado. Volpato é o namorado da filha de Mário Celso Petráglia.
O ex-diretor de obras do Atlético, empresário Ênio Fornéa, foi procurado pela reportagem da Folha pelo telefone, mas sua secretária informou por várias vezes que ele estava em reunião e não poderia atender. O presidente afastado do clube, Mário Celso Petráglia, também foi procurado, mas não retornou as ligações.


