MSI adotará estratégia usada pelo Palmeiras
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quinta-feira, 03 de fevereiro de 2005
Cosme Rímoli<br> Agência Estado 
São Luís - O iraniano Kia Joorabchian está tão aflito com as dificuldades em contratar jogadores para o Corinthians que foi aconselhado e irá utilizar uma velha estratégia adotada pelo Palmeiras há cerca de 13 anos. Quando empresários e dirigentes dos clubes ficavam sabendo que era a Parmalat a interessada nos seus atletas, os preços triplicavam. O mesmo está acontecendo com a MSI que gastou cerca de R$ 80 milhões apenas com Tevez e Carlos Alberto.
''Não tem outro jeito. Vamos fazer um empresário procurar um clube ou até outro empresário com a nossa oferta. Ele não falará que trabalha para nós. Se não for assim, as contratações ficam impossíveis. Queremos os atletas, temos dinheiro, mas não iremos pagar a mais por isso'', revela o vice de futebol, Andres Sanchez.
Exemplos recentes irritaram profundamente Joorabchian. Primeiro com Fábio Baiano. De acordo com quem acompanhou as negociações, quando o jogador soube que a parceria estava mesmo sacramentada no Corinthians resolveu pedir um belo aumento. Ele recebia R$ 60 mil por mês. Exigiu R$ 90 mil pelos próximos dois anos. Depois de ouvir os pedidos de Tite para continuar com o atleta, a MSI ofereceu R$ 1 milhão apenas pelo ano de 2005. Só que Baiano estava negociando ao mesmo tempo com o Santos. Kia descobriu. Quando o meia voltou a procurar a diretoria e pedir mais dinheiro, foi dispensado.
Até no caso Vágner Love a força financeira corintiana atrapalhou. A diretoria russa quis lucrar mais do que sonhava com o pedido de saída do jogador. Ao ficar claro que ele havia acertado seus salários com a MSI, a diretoria do CSKA passou a exigir US$ 20 milhões no atleta que pagou há oito meses US$ 7,5 milhões ao Palmeiras e bancou US$ 1,5 milhão de luvas ao atleta. Kia ofereceu US$ 13 milhões. Ele tem certeza que mesmo com a raiva dos dirigentes do CSKA, aceitariam a proposta desde que não fosse da milionária MSI. Por isso querem mais.
Kléberson Marcos Antônio Silva, sogro e procurador do meia Kléberson, do Manchester United, disse que não vê empecilhos no retorno do jogador para o futebol brasileiro, em especial para o Corinthians, clube que, segundo ele, manifestou interesse em contratá-lo.
Kléberson não joga desde o começo de dezembro, quando sofreu uma lesão no tornozelo. Ele está no Brasil tratando da contusão e pode até ser operado se não melhorar. O médico Edílson Thiele, que cuida do jogador, garante que se o atleta tiver que ser operado, ele estará apto a voltar em 15 dias.


