MRV vence BCN e faz decisão com Rexona
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sexta-feira, 31 de março de 2000
Por João Pedro Nunes 
Belo Horizonte, 01 (AE) - Uma vitória "com o coração", como definiu o técnico William Carvalho, colocou o MRV/Minas na decisão da Superliga Feminina de Vôlei. A equipe vai enfrentar, agora, o Rexona. Hoje, no ginásio do Colégio Pio XII, em Belo Horizonte, o MRV venceu o BCN/Osasco por 3 sets a 1 (25/21, 24/26, 25/16 e 25/20), no quarto jogo do playoff semifinal, fechando a série por 3 a 1.
"Nosso time era limitado no início da Superliga, mas chega à final certinho, determinado e com boas chances de ser campeão", comentou William, que chega à sua segunda decisão consecutiva. No ano passado, obteve o título com a extinta Uniban/São Bernardo. Para ter sucesso na final, Willian quer um MRV basbante equilibrado. "O Rexona não tem falhas", analisa.
O Rexona garantiu em apenas três partidas a classificação para o playoff final. O time paranaense eliminou o Blue Life/Pinheiros e agora se prepara para decidir pela terceira vez em apenas três anos de existência o título da competição. Qual o segredo desta equipe, campeã de 1997/98 e vice em 98/99?
O técnico Bernardo Rezende, o Bernardinho, não encontra uma resposta simples para a pergunta. "Vai desde o trabalho, a dedicação e a paixão dos integrantes da comissão técnica até o talento e o esforço das jogadoras, passando pela estrutura do clube", observa o treinador da seleção brasileira. "Somos resultado do envolvimento de um grupo de pessoas que trabalham para o desenvolvimento do vôlei." A estrutura do time é apontada por Bernardinho como um dos pilares mais importantes do sucesso obtido em apenas três anos de história.
Bernardinho reconhece, porém, que teve seu objetivo facilitado pela contratação da levantadora Fernanda Venturini, figura central do time. "Para investirmos na meninada, precisávamos da segurança da Fernanda", diz, referindo-se à sua mulher.
O treinador vive o tempo todo em clima de cobrança e na beira do estresse. Ele diz que tem aprendido a lidar com a situação. "Acho que sou movido a desafios e ainda me sinto extremamente estimulado para trabalhar", lembra.


