O promotor da 1ª Vara Cível de Londrina, Bruno Galatti, pediu ontem ao Banestado cópias de 56 cheques que a prefeitura repassou a clubes esportivos, entre eles o Grêmio Esportivo, Recreativo e Literário. O valor desses cheques ultrapassa os R$ 2 milhões e o Ministério Público (MP) já sabe que não houve prestação de contas do dinheiro. ‘‘Estamos pedindo os microfilmes e com isso será revelado quem efetivamente recebeu os cheques repassados pela prefeitura’’, afirmou Galatti.
Ontem de manhã o promotor ouviu o ex-secretário de Governo do município, Gino Azzolini Neto. Ele disse acreditar que houve repasses sem o seu conhecimento e que alertou o ex-assessor de Esportes da prefeitura, Paulo Vicente Viana, a prestar contas do dinheiro. Gino negou que sabia do repasse de verbas para o Londrina Esporte Clube (LEC). Ele também alegou desconhecimento sobre um acordo verbal entre o prefeito cassado, Antonio Belinati (sem partido) e o atual prefeito Jorge Scaff (PSB), que era presidente do Grêmio, ‘‘visando o repasse de verba pública através daquele clube para o LEC’’.
Ontem de manhã também a promotora Solange Vicentin ouviu o contador da extinta, Autarquia Municipal de Esportes (Ametur), Jacélio Dionisio, que foi questionado sobre os recursos obtidos com aluguéis do Ginásio de Esportes Moringão e Autódromo. Jacélio afirmou que neste ano esses aluguéis renderam R$ 128 mil. ‘‘Ela nos requisitou as agendas de 98 e 99, acredito que deve se traçar um paralelo entre esses dois períodos’’, afirmou. Jacélio Dionizio alegou que R$ 5 mil desses aluguéis foram parar em conta pessoal e depois devolvidos para a prefeitura. ‘‘Isso por si só já demonstra a irregularidade’’, afirmou. Hoje de manhã a Comissão Especial de Inquérito da Câmara - que também investiga os repasses - pretende ouvir o prefeito Jorge Scaff.

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