Curitiba - Uma semana depois de sua reabertura, o estádio do Pinheirão, em Curitiba, pode ser fechado novamente. A falta dos projetos de prevenção a incêndios e das reformas realizadas no estádio, podem provocar a interdição pelo Ministério Público do Paraná.
Desde sua reinauguração, na semana passada, o estádio recebeu dois jogos do Paraná Clube, contra o Internacional e o Guarani, com públicos que atingiram 40 mil pessoas.
Segundo o promotor Ciro Expedito Schreider, o processo pode ser revertido caso os documentos que comprovem a segurança do estádio sejam entregues ainda nesta semana. ‘‘Essa é uma ação da Justiça em todo o Estado. Estamos acompanhando a situação em 38 estádios de clubes das primeira e segunda divisão de futebol’’, afirmou.
A FPF investiu R$ 4 milhões para as obras do Pinheirão, que incluíam reformas das arquibancadas, instalação de cadeiras, melhorias dos túneis de acesso, além de reformas dos banheiros.
Apesar de liberado, no entanto, é possível encontrar entulhos, restos de madeiras e pedras; matérias-primas excelentes para alguma guerra de torcidas. A finalização das obras, principalmente nas arquibancadas; deve durar mais 30 dias.
Procurado pela reportagem da Folha, o presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura, não foi localizado. Apesar do Paraná Clube mandar seus jogos no estádio, com capacidade para 34 mil pessoas, a responsabilidade sobre as obras é da FPF.
Além do Pinheirão, as promotorias verificaram problemas nos estádios do Londrina, e nas cidades de Cambará e Pato Branco, além de outros locais onde foram exigidas obras para aumentar a segurança.

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