O presidente da Federação Paranaense de Ciclismo (FPC), Marco Antonio Gonçalves, 54 anos, vai depor hoje no 3º Distrito Policial de Curitiba. A abertura do inquérito foi pedida pelo Ministério Público (MP) que deseja ver apuradas denúncias de apropriação indébita de recursos da FPC e outras irregularidades na administração da entidade. No inquérito policial, presidido pelo delegado Gerson Alves Machado, também será investigada possíveis irregularidades com os bingos Quintino e London, de Londrina, que repassam 7% da renda à FPC.
Segundo o presidente da entidade, não existe qualquer problema na administração da federação. Gonçalves recebeu a intimação na última terça-feira e disse que está pronto para prestar todas as informações que o MP e a polícia precise. ‘‘Todo ano de eleição acontece este tipo de denúncia mas nunca é provado nada’’, disse, referindo-se à eleição na entidade que acontece em dezembro. Gonçalves é presidente da FPC desde 1991 e a entidade recebe recursos dos bingos desde 1995. Segundo ele, os valores recebidos pela federação chegam a R$ 7 mil mensais.
Caso Onaireves – O presidente da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Nilo Rolim de Moura, preso desde domingo em uma cela na Polícia Federal (PF) em Curitiba pode ser libertado hoje. O juiz Valedemar Capeletti, do Tribunal Regional Federal Federal (TRF), com sede em Porto Alegre, analisa hoje o pedido de habeas-corpus ajuízado ontem à tarde pelo advogado Antonio Dionísio Lopes. A argumentação da defesa é de que o réu é primário, tem endereço fixo, bons antecedentes, tem ocupação lícita e exerce uma função importante e de destaque social.
Moura foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão por apropriação indébita de recursos do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), no valor de R$ 525.605.11, do período de dezembro de 1995 a junho de 1997. O presidente da Federação vem sofrendo seguidas derrotas na Justiça e como não tem curso superior, já passou cinco noites em uma cela comum da superintendência da PF em Curitiba. Em tese, o habeas-corpus é a última alternativa jurídica capaz de livrar Moura das grades.

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