São Paulo, 25 (AE) - A Hicks Muse Tate & Furst, empresa que assinou parcerias com o Corinthians e Cruzeiro, tinha a intenção de associar-se a pelo menos mais dois clubes brasileiros antes da edição da medida provisória por parte do governo, segundo o empresário J. Hawilla, intermediário nas negociações entre a empresa e os clubes.
Agora, o departamento jurídico da Hicks espera um esclarecimento maior a respeito da medida para saber se terá de rever todos os seus planos. A empresa norte-americana desejava parceiros também no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul.
Mas os clubes que estavam na mira da Hicks -Flamengo, Vasco e Grêmio - não se mostraram interessados nas propostas de gestão da empresa. A Hicks, por sua vez, não cogitou associar-se com Botafogo-RJ, Fluminense e Internacional, que vivem sérias dificuldades técnicas.
Diante da desistência de Flamengo, Vasco e Grêmio, os norte-americanos cogitaram um acordo com um segundo time paulista. Fizeram consultas ao Palmeiras e ao São Paulo, mas também não obtiveram sucesso.
Em relação ao Corinthians, primeiro clube do País a assinar contrato com a Hicks, nada vai mudar, segundo os dirigentes do clube. A empresa está investindo só nesse primeiro ano de contrato R$ 60 milhões e comprou o passe de jogadores como João Carlos, Luizão, Edílson e Vampeta.
A próxima etapa é a construção de um estádio múlti-uso para o clube, que deve consumir mais de R$ 100 milhões.
A empresa também assumiu todas as despesas corintianas. Em troca, tem autonomia para gerir as receitas - rendas, contratos de televisão, patrocínio nas camisas etc - como bem entender.

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