Agência Estado
De São Paulo
A Hicks Muse Tate & Furst, empresa que assinou parcerias com o Corinthians e Cruzeiro, tinha a intenção de associar-se a pelo menos mais dois clubes brasileiros antes da edição da medida provisória por parte do governo, segundo o empresário J. Hawilla, intermediário nas negociações entre a empresa e os clubes. Agora, o departamento jurídico da Hicks espera um esclarecimento maior a respeito da medida para saber se terá de rever todos os seus planos. A empresa norte-americana desejava parceiros também no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul.
Em relação ao Corinthians, primeiro clube do País a assinar contrato com a Hicks, nada vai mudar, segundo os dirigentes do clube. A empresa está investindo só nesse primeiro ano de contrato R$ 60 milhões e comprou o passe de jogadores como João Carlos, Luizão, Edílson e Vampeta. A próxima etapa é a construção de um estádio múlti-uso para o clube, que deve consumir mais de R$ 100 milhões.
Cruzeiro – O presidente do Cruzeiro, José de Oliveira Costa, o Zezé Perrella, garantiu, ontem, que a Medida Provisória não prejudica o time mineiro. O Cruzeiro assinou, há menos de um mês, contrato de parceria com a norte-americana Hicks Muse Tate & Furst, que já é ligada ao Corinthians. O acordo, que vai até 2010 e pode ser renovado, prevê investimento de R$ 400 milhões no clube. ‘‘Formalizamos essa parceria há cerca de 20 dias, bem antes da entrada em vigor da medida provisória, e já recebemos R$ 20 milhões de luvas da Hicks’’, disse Perrella. ‘‘Não há tribunal no mundo que desfaça este contrato’’, completou.

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