Belo Horizonte - Com sua inauguração marcada para sexta-feira, após passar por uma grande reforma para a Copa do Mundo de 2014, o novo Mineirão se tornou alvo de críticas do Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG), que apontou problemas de acessibilidade no local.
Por meio de nota em seu site oficial, o MPF/MG destacou que ''representantes do governo do Estado de Minas Gerais recusaram-se a assinar termo de ajustamento de conduta (TAC) para adequação das obras de reforma do Mineirão às normas de acessibilidade'', em reunião realizada na última segunda-feira. O órgão ainda enfatizou que o governo não assinou o documento com a justificativa de que ''todas as obras serão realizadas espontaneamente''.
De acordo com vistoria realizada pela perícia técnica do MPF e do Ministério Público do Estado, o Mineirão ''constatou vários problemas no estádio, entre eles, falta de lugares reservados em quantidade suficiente, nas arquibancadas, para pessoas obesas e com mobilidade reduzida; falta de demarcação no piso dos espaços reservados para cadeirantes e falta de assentos para acompanhantes''.
A nota oficial completou dizendo que ''faltariam ainda guichês acessíveis nas bilheterias, telefones e bebedouros acessíveis, como também indicações de acessibilidade em elevadores, escadas e corrimões'' e que ''a própria sinalização do estádio não permitiria o deslocamento seguro das pessoas com deficiência, porque não há indicação da rota acessível''.
A procuradora regional dos direitos do cidadão em Minas Gerais, Silmara Goulart, criticou as falhas de acessibilidade do Mineirão, após ter participado da reunião que contou com a presença também do promotor de Justiça Rodrigo Filgueiras e do secretário Extraordinário da Copa do Mundo, Tiago Lacerda. ''Um estádio de futebol moderno deve facilitar, e não dificultar, a vida do cidadão portador de deficiência'', disse Silmara Goulart.
Após as críticas do MPF/MG, os responsáveis pelas obras do Mineirão garantiram que a questão das arquibancadas já teria sido resolvida, com a reserva de 1% dos assentos para pessoas com deficiência e outro 1% para seus acompanhantes, assim como asseguraram que algumas das irregularidades apontadas pelo relatório técnico da perícia já foram corrigidas.

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