Moura veta Matsubara em Londrina
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quinta-feira, 12 de dezembro de 1996
Claudemir Scalone 
O presidente da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Moura, apóia a fusão entre o Grêmio de Esportes Maringá e o Maringá Futebol Clube. Sempre defendi que Maringá deveria ter apenas um clube, ressaltou, afirmando que o mesmo deverá acontecer com outras cidades do interior que possuam dois times de futebol, como Londrina. Não vou aceitar que o Matsubara mande seus jogos em Londrina pelo Paranaense, é definitivo, disse Moura, alegando que dois clubes numa mesma cidade esvaziam os jogos de ambos.
O Matsubara foi para Londrina e se enfraqueceu. Em Cambará, ele tinha um público pequeno, mas maior que o de Londrina, justificou.
Moura informou que a FPF não vai colocar um substituto na vaga a ser deixada pelo Grêmio de Esportes no Grupo B do Campeonato Paranaense de 1997. Nacional, de Rolândia, Iraty, de Irati, e Comercial, de Cornélio Procópio, pleiteiam um lugar. A Federação não vai indicar ninguém. Ficarão apenas nove clubes neste grupo, reiterou. Ele afirmou que a Federação não vai colocar obstáculos para que o novo clube de Maringá dispute o Grupo A em 97, que terá 12 equipes. Se houver mesmo esta fusão e os dirigentes cumprirem os ritos legais na Federação, com mudança de estatuto, não vai haver problema algum, explicou. Onaireves Moura alertou que os débitos do Grêmio de Esportes Maringá não deixarão de existir. Seria muito fácil se isto fosse permitido, ironizou.
A equipe do Grêmio de Esportes, segundo Onaireves, está suspensa pelo Tribunal de Justiça Desportiva da FPF devido a um débito de cerca de R$ 300 mil, relativo a dívidas trabalhistas. O Maringá não tem dívidas na Federação e nem no TJD. O novo clube vai ter que assumir os débitos, chamar os credores e negociar a dívida, finalizou. A FPF aguarda até o dia 13 a confirmação das equipes que vão disputar o Estadual de 1997.


