Moura reassume cargo e
exonera toda a diretoria
Edmundo Inagaki
Cinco meses depois de ser afastado pela Justiça pelo não pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Onaireves Nilo Rolim de Moura está de volta ao comando da Federação Paranaense de Futebol. Moura reassumiu suas funções ontem à tarde, depois de uma hábil negociação política envolvendo autoridades municipais e estaduais.
O retorno do presidente à FPF atendeu a uma petição do terceiro administrador temporário da entidade, José Pachedo Neto, que também é presidente do Tribunal de Justiça Desportiva, ao juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual, Leônidas Silva Filho, responsável pela intervenção fiscal na entidade. A dívida da FPF com a Prefeitura de Curitiba é estimada em R$ 1,2 milhão. Ao INSS são devidos perto de R$ 5 milhões. No total, incluindo compromissos diversos, a FPF tem que saldar quase R$ 13 milhões.
Uma das primeiras medidas de Moura após ser reconduzido à presidência foi exonerar toda a diretoria, o presidente-interino Darci Piana, os vice-presidentes, e a atual Comissão Estadual de Arbitragem da Federação (CEAF). O ex-presidente do Atlético, Valmor Zimermann, que chegou a ser indicado pelo juiz Silva Filho como administrador temporário, em substituição a Vicente Paschoal Rodacki, é o novo diretor de futebol da Federação.
Ocimar Batista Bolicenho (ex-presidente Paraná) e Evangelino da Costa Neves (ex-presidente do Coritiba) também integram a diretoria. O ex-árbitro José Carlos Marcondes assumiu a presidência da CEAF. O antigo ‘‘homem forte’’ da arbitragem, Lourival Barão de Marques, advogado de Moura, foi convidado para compor o grupo, mas não aceitou.

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