Moura quer voltar ao comando da FPF
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sexta-feira, 17 de abril de 1998
Ed Carlos Rocha 
Arquivo FolhaSou inocenteOnaireves Moura: Quero voltar, mostrar que não cometi irregularidades e aí sair por cimaApesar de todas as supostas irregularidades cometidas durante a sua administração frente à Federação Paranaense de Futebol (FPF), que poderão lhe valer a perda definitiva do mandato, o presidente afastado Onaireves Moura ainda quer voltar ao comando da entidade. Moura disse que fez muito pelo futebol do Paraná e que não poderá sair por baixo. Quero voltar, mostrar que não cometi nenhuma irregularidade e aí sair por cima, afirmou.
Para voltar ao comando da FPF, Moura tem duas batalhas pela frente. A primeira é convencer os presidentes de clubes profissionais e de ligas amadoras, que se reunirão no próximo dia 24 para votar sua cassação ou não, de que não participou nas irregularidades apontadas pelo administrador temporário Vicente Paschoal Rodacki em auditoria na FPF.
Se não for cassado, Moura terá ainda que suspender o seu afastamento na Justiça. Ele foi afastado da FPF em dezembro do ano passado por determinação do juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública, Leônidas Silva Filho, por não ter pago dívidas de R$ 1,2 milhão com a Prefeitura de Curitiba referentes ao IPTU. Estou estudando com meu advogado uma maneira de reverter isso.
Em relação às irregularidades apontadas por Rodacki, Moura afirma não ter culpa de nada. Segundo ele, casos como o do sumiço de R$ 15 mil pagos por uma empresa de promoção e eventos, serão explicados no dia 24.
No caso curioso de uma nota de motel no valor de R$ 250,00, Moura disse que é referente ao pernoite de um motorista que foi até Londrina levar catracas para o jogo Londrina e Corinthians. Segundo Moura, o motorista dormiu no motel porque os hotéis estavam lotados de estudantes, que faziam vestibular na cidade. Já com relação às fraldas e aos absorventes íntimos, Moura não soube explicar.
Moura também declarou que mesmo que não volte à FPF já terá cumprido o seu papel. Peguei a entidade falida em 1985, construí o Pinheirão e ajudei a melhorar o nível técnico dos clubes, afirma, sendo irônico em relação às dívidas. Estão falando em vender o Pinheirão por R$ 40 milhões. Pagando R$ 13 milhões de dívidas, que na verdade não passam de R$ 5 milhões, ainda sobrará R$ 27 milhões. Como é que podem querer me incriminar?.


