O presidente da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Nilo Rolin de Moura, 53 anos, ainda está preso na sede da Polícia Federal (PF) em Curitiba e pode ser transferido para uma penitenciária a qualquer momento. Até o fechamento desta edição, o advogado de Moura, Lourival Barão, não havia conseguido um habeas-corpus junto ao Tribunal Regional Federal (TRF), de Porto Alegre, que pudesse liberar o dirigente.
Moura passou o dia na cela com outros três presos. Como não tem curso superior, o presidente da federação vai ter de permanecer em cela comum. Segundo o superintendente regional da Polícia Federal, Luiz Glicerio Silveira Ferrari, Moura está na iminência de ser transferido para a Prisão Provisória do Ahú. ‘‘Tenho outros 25 presos para enviar aos presísidos e só estou esperando vagas’’, disse. Glicério explicou que o procedimento investigatório instaurado contra Moura prevê prisão normal. ‘‘Moura não terá a regalia de cumprir a pena em regime semi-aberto’’, afirmou.
Segundo o administrador geral da federação, José Johelson Pissaia, a entidade está pagando em dia o refinanciamento da dívida e prisão de Moura ocorreu porque a entidade falhou ao não enviar a Receita Federal e às varas da Justiça onde tramitavam os processos contra a federação a autorização do refinanciamento da dívida. ‘‘Caberia à federação comunicar o fato de que a dívida já estava sendo negociada’’, ponderou.
O advogado Lourival Barão não quis revelar qual será a estratégia da defesa vai tomar para tentar tirar Moura da prisão. ‘‘Estamos conversando com vários advogados e juntando a documentação para tentarmos a libertação de Moura’’, disse. Ele confirmou que não deu entrda no pedido de habeas-corpus.
Esta é a segunda vez que Moura deixa a presidência da federação por não recolher impostos. Em 1998 ele ficou cinco meses afastado por não recolher Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) à Prefeitura de Curitiba. Na época, ele foi atendido pelo advogado Eduardo Varela que foi procurado ontem pela família de Moura para atender este caso. Alegando falta de tempo, Varela não aceitou a causa. ‘‘Se ele (Moura) ficar preso até a semana que vem, talvez eu o ajude neste processo’’, disse.
A vida conturbada de Moura não traz episódios desagradáveis apenas no futebol. Em 1993, ele teve seu mandato de deputado federal cassado por acusação de compra de votos. A denúncia foi feita pelo hoje senador Alvaro Dias (PSDB).

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