O presidente da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Nilo Rolim de Moura, preso desde domingo em uma cela na Polícia Federal em Curitiba, sofreu ontem mais uma derrota judicial. O juiz Mozer Vhoss, da 2ª Vara Federal, negou o pedido de liberdade provisória com arbitramento de fiança, solicitado pelo advogado Lourival Barão e Moura teve de passar mais uma noite detido na Polícia Federal.
Em tese, só um habeas-corpus livraria o presidente da Federação Paranaense de Futebol da prisão. Moura foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão por apropriação indébita de recursos do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), no valor de R$ 525.605.11, do período de dezembro de 1995 a junho de 1997.
O advogado de Moura foi assessorado pelo escritório de advocacia do presidente do Tribunal de Justiça Desportiva da Federação, Eduardo Varella. A defesa fez o pedido de liberdade provisória alegando que Moura tem bons antecedentes, mostrou boa vontade em pagar a dívida ao entrar no programa de refinanciamento do INSS, ter residência fixa, trabalho lícito e ser réu primário.
Os argumentos, entretanto, não convenceram o juiz que indeferiu o pedido alegando que o réu usou indevidamente os recursos do INSS na construção e manutenção do estádio Pinheirão, como o próprio Moura afirmou no interrogatório antes de ser preso no domingo. Segundo o juiz, a prisão preventiva de Moura se faz necessária para que não estimule outras pessoas a praticarem a mesma irregularidade.
O irmão de Onaireves Moura, Renato Moura, viajou ontem à tarde para Porto Alegre onde contratou os serviços do advogado Antonio Dionísio Lopes. Hoje eles devem ajuizar um pedido de habeas-corpus para tentar livrar Moura.
Segundo Lourival Barão, a defesa vai tentar ainda hoje em Curitiba recorrer da decisão. Barão disse que conversou com o presidente da Federação pelo telefone e Onaireves se mostrou muito apreensivo. ‘‘Ele está tranquilo e esperançoso em conseguir uma vitória nos tribunais’’, disse.
Barão informou ainda que a família de Moura também vive momentos de expectativa no aguardo da libertação. Hoje é dia de visitas na sede da superintendência da Polícia Federal em Curitiba, cada preso poderá receber até duas pessoas.

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