Moura informa: Coritiba 1, Londrina 0
Ed Carlos Rocha
De Curitiba
Perda de ponto, perda no mando de um jogo e a suspensão do supervisor Sérgio Amilcar Pereira, o Soco. Esse foi o prêmio que o Londrina ganhou pela invasão de gramado praticada por alguns de seus dirigentes e jogadores reservas durante a partida contra o Coritiba, na última quarta-feira à noite no Estádio Vitorino Gonçalves Dias, dia em que o Tubarão comemorava 44 anos de fundação.
A Federação Paranaense de Futebol, por meio de um ato administrativo do presidente Onaireves Moura, confirmou ontem os três pontos da partida ao Alviverde. O jogo, que estava 2 a 2 no momento da invasão, fica registrado agora como 1 a 0 para o Coritiba.
Soco fica suspenso até o julgamento do caso pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), ainda sem data definida. O coordenador-geral do Londrina, Célio Guergoletto, que teria incentivado a paralisação do jogo, não foi punido porque não ocupa oficialmente nenhum cargo no clube. A perda de mando acontecerá contra o Atlético, na última rodada da primeira fase, no dia 22 de abril. O novo local do jogo será definido pelo próprio Londrina.
Segundo o presidente da FPF, Onaireves Moura, a alteração de campo não acontecerá na partida contra a Portuguesa Londrinense, marcada para a próxima segunda-feira, porque isso prejudicaria a Lusinha. Hoje membros da Comissão de Vistoria da FPF irão vistoriar as condições do VGD para realização de novas partidas.
A invasão aconteceu aos 35 minutos do segundo tempo, quando o árbitro Francisco França Triches marcou pênalti de Ivanildo sobre Marcelo Lipatin para o Coritiba. Depois de muita reclamação por parte dos jogadores e de dirigentes londrinenses, caiu a energia do estádio, o que causou a interrupção do jogo.
Tudo isso foi relatado pelo árbitro na súmula entregue ontem à Federação. Segundo Onaireves Moura, com base no relatório de Triches, foi fácil chegar ao artigo 35, parágrafo 1º, do Regulamento Geral das Competições realizadas pela federação. O artigo foi transcrito do Código Brasileiro Dicisplinar do Futebol (CBDF) e determina a perda de mando de campo, de ponto e de renda à associação que causar a paralisação de uma partida.
A situação do clube poderá ficar ainda pior. Segundo Moura, um relatório explicando todo o caso será entregue ao Tribunal de Justiça Desportiva e punições mais graves ao clube e a outras pessoas que participaram do episódio poderão acontecer.
O presidente disse que a Federação Paranaense foi rígida para evitar que casos semelhantes aconteçam daqui para frente. Espero que nenhum outro dirigente se aventure a tomar atos semelhantes, porque a Federação Paranaense de Futebol não será complacente como foi a CBF no caso em que dirigentes do Vasco invadiram o gramado numa partida contra o Pararná Clube, afirmou, referindo-se a uma partida pelo Brasileiro em que o vice-presidente do clube carioca, Eurico Miranda, entrou em campo no momento em que o Paraná Clube estava perto de fazer o gol da vitória.





