Moura é condenado a mais três anos de suspensão
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 06 de junho de 2007
Luciano Balarotti<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Em nova derrota judicial, o presidente afastado da Federação Paranaense de FUtebol (FPF) Onaireves Nilo Rolim de Moura, foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) a três anos de suspensão. Pena que se soma aos três anos e dois meses determinados no julgamento anterior.
Se da primeira vez o dirigente foi punido por ofender o STJD por meio de uma charge e também por deixar de repassar os recursos devidos à Federação das Associações de Atletas Profissionais, desta vez a condenação veio por irregularidades no borderô, e incluiu outros membros da diretoria da federação.
O tribunal considerou irregular a divisão dos 5% da renda que deveriam ser destinados à federação com a empresa Comfiar, ligada ao dirigente. De acordo com os auditores do tribunal, a manobra contábil foi criada para impedir a penhora da renda, determinada judicialmente para o pagamento de dívidas da FPF com INSS e IPTU.
Além de Moura, foram punidos também Laércio Polanski, Marco Aurélio Rodrigues (ambos fiscais da Comfiar), e Cirus Itiberê, presidente da Comissão Fiscalizadora da FPF, suspensos por três anos. Os quatro foram enquadrados no artigo 238 do Código de Justiça Desportiva, por receber para si ou para outrem vantagem indevida em razão de cargo ou função. Já Carlos Roberto de Oliveira, presidente do Conselho Fiscal da federação, foi afastado do cargo por 120 dias por deixar de praticar ato de ofício e a FPF terá ainda que pagar multa de R$ 1.000,00 devido às irregularidades constatadas.


