Moura diz que clubes concordaram com investimento
O presidente da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Nilo Rolim de Moura, classificou como improcedentes as reclamações dos clubes quanto à falta de informações e pagamentos das cotas de televisão e patrocínios referentes ao Campeonato Paranaense. Segundo ele, os clubes concordaram que a verba arrecadada seria utilizada para financiar a implantação da FPFTV. O dinheiro seria administrado pela Comissão Fiscalizadora de Arrecadação (Comfiar), uma espécie de braço da FPF, fundada há 14 anos sob supervisão de uma outra comissão formada por clubes. A Comfiar também seria a responsável pela prestação de contas.
Moura garante que o demonstrativo financeiro está sendo apresentado. Mensalmente prestamos conta à comissão formada pelos clubes. Foi acordado que o dinheiro seria aplicado na FPFTV. Está sendo feito todo o esforço para viabilizar o canal. Só em equipamentos foram investidos R$ 300 mil. Os clubes decidiram investir nessa ferramenta, explicou o presidente.
Não é o que os dirigentes falam. Segundo eles, a aceitação da FPFTV foi quase uma imposição e a última prestação de contas aconteceu em dezembro de 2006. De acordo com o projeto enviado aos clubes pela FPF, o rateio seria de R$ 9.083,52 para cada clube. Diante desses valores, as equipes teriam ainda um crédito de pouco mais de R$ 4.300.
A Folha teve acesso ao relatório produzido pela Comfiar período de julho a novembro de 2006. Dele, constam cinco créditos, sendo que quatro foram pagos por clubes pela cota na FPFTV e o outro é a primeira parcela da RPC, totalizando um valor de R$ 205.220,15. Roma, Galo Maringá, Toledo e Coritiba pagaram juntos R$ 30.220,15 como cota de investimento na tevê da federação. O presidente do Toledo, Irno Piccinin, disse que Moura se comprometeu a devolver o dinheiro, já que o time foi rebaixado no tapetão.
De acordo com a planilha, do dinheiro arrecadado até novembro, sobraram R$ 28.483,96. O restante foi utilizado para pagamentos de honorários de pessoal, compra de equipamentos e móveis, despesas de viagens e transmissão de jogos. Existe até uma nota fiscal de um hotel em Balneário Camboriú (SC), em nome da Federação Catarinense de Futebol.
A única coisa que queremos é a prestação de contas correta. Vou pagar todos os meus débitos, mas também quero receber o que tenho direito. Eu sempre fui contra a FPFTV. A federação não pode usar o dinheiro da RPC, que é dos clubes, para pagar as contas dela. O que o Nacional assinou foi a comercialização com a RPC, não para bancar a TV, reclamou o presidente do Nacional, José Danilson de Oliveira.
Com relação à verba de 2005 e de 2006, Moura disse que a TV Educativa não pagou até agora e que a CNT não conseguiu comercializar o campeonato e não houve receita. (T.M.)





