Moura diz estar tranquilo e vai depor
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quarta-feira, 15 de novembro de 2000
Ed Carlos Rocha de Curitiba 
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da CBF-Nike requereu ontem a quebra do sigilo bancário e fiscal de todas as federações de futebol. A CPI quer saber como entra dinheiro nas entidades, qual o montante de recursos e onde são aplicados. A Federação Paranaense de Futebol (FPF) será uma das investigadas.
Por requerimento do deputado federal Dr. Rosinha (PT/PR), membro titular da CPI, o presidente da FPF, Onaireves Rolim de Moura, será convocado como testemunha para explicar a situação da entidade. Como testemunha, Moura estará sob juramento e, portanto, corre o risco de ser preso se mentir. Por enquanto, o sigilo bancário do próprio Moura não será quebrado. Mas se durante as investigações na federação a CPI sentir a necessidade de informações sobre o presidente, o pedido de quebra de sigilo bancário dele poderá ser feito, disse Rosinha.
Moura se colocou à disposição da CPI e confessou não temer a quebra do sigilo bancário da FPF. O motivo da tranquilidade são as contas da entidade estarem em dia. Não tenho nada que esconder, acertamos nossas obrigações fiscais atrasadas fazendo o Refi e os diretores da FPF trabalham sem renumeração, lembrando que o processo contra ele foi anulado por um Tribunal Federal.
Empresários de futebol, como Juan Figger, Alexandre Martins, Francisco Todé, Reinaldo Pita e outros também serão convocados a depor. Segundo Rosinha, jogadores envolvidos em casos de passaportes falsificados, como Edu, Warley, Dida e Jorginho também serão convocados a depor como informantes.


