Moura destitui TJD da Federação
Moura destitui TJD da Federação
Edmundo Inagaki
Para se adequar à lei nº 9.615 (Lei Pelé), em vigor desde 24 de março, o presidente da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Rolim de Moura, resolveu ontem, através de ato administrativo, destituir todos os auditores e procuradores do Tribunal de Justiça Desportiva. As exceções foram o presidente do TJD, José Pacheco Neto, que deve permanecer no cargo até que nova composição seja feita, e de Aldo Silva Júnior, empregado da entidade.
De acordo com o artigo 55 da referida lei, os Tribunais de Justiça Desportiva terão que reunir entre sete e 11 membros, provenientes de diversos segmentos da sociedade. Apesar da atual legislação não exigir o curso de bacharelado em Direito aos aspirantes ao cargo é essencial que os futuros integrantes do TJD tenham um comprovado conhecimento jurídico e esportivo.
No caso do novo Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paranaense, deverão ser indicados, num prazo máximo de dez dias, três representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), dois representantes dos clubes, dois representantes da Associação de Árbitros, dois representantes da própria Federação e dois representantes do Sindicato dos Atletas Profissionais.
Com a vivência de 32 anos no TJD da Federação, José Pacheco Neto encara com naturalidade a missão de organização do novo Tribunal. A mobilização dos atletas profissionais do estado, cuja representatividade praticamente inexiste desde que o fundador e eterno presidente do Sindicato, Nivaldo Carneiro, ex-jogador do Atlético, Coritiba e Maringá, se afastou, parece que vai continuar sendo nula, mesmo depois da promulgação da Lei Pelé.
Afastado das funções do Sindicato há cerca de um ano e meio, Carneiro já indicou dois advogados para representar a entidade. Desde 1982, quando o Sindicato foi criado, sempre esbarramos nesse problema. É difícil conscientizar os jogadores que atuam no Paraná porque a rotatividade deles é muito grande. O pessoal passa no máximo seis meses nos clubes daqui e depois vai embora, explica o ex-boleiro e agora engenheiro civil.
Com a dissolução do TJD, o julgamento previsto para ontem à noite acabou não acontecendo. Dessa forma, os jogadores Nélio, do Atlético, Denys e Róbson Nesi, do Iraty, que haviam sido expulsos e seriam julgados pelo Tribunal, terão condições de atuar normalmente por seus clubes na rodada de domingo, pois já cumpriram a automática.





