Moura afirma que está tranqüilo
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sexta-feira, 15 de dezembro de 2000
Fernando Tupan De Curitiba 
O presidente Onaireves Rolim de Moura vai depor na Comissão de Inquérito (CPI) da Câmara entre os dias 15 de janeiro e 15 de fevereiro.
Onaireves Moura não parece preocupado. Ele tem dito que as contas da federação estão abertas para qualquer tipo de investigação e que vai colaborar com a CPI.
Segundo o deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), membro da CPI da Câmara, além de Moura, todos os presidentes das demais federações estaduais serão ouvidos, aproveitando que os deputados irão se reunir extraordinariamente para dar andamento à CPI.
Como o Senado quebrou o sigilo fiscal e bancário dos clubes, a CPI da Câmara pretende seguir outros caminhos e também vai investigar árbitros do futebol brasileiro. O primeiro a ser investigado é Ivens Mendes, ex-diretor do departamento da arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), envolvido no famoso caso da arbitragem de 97. Uma rede de televisão mostrou em seu principal telejornal uma fita em que Ivens solicitava dinheiro para fabricar resultados de partidas.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado quebrou o sigilo bancário e fiscal do Atlético Paranaense e do ex-presidente Mário Celso Petraglia devido à aproximação do clube com o empresário Juan Figger. A CPI desconfia que a venda dos jogadores Alberto, Lucas e Adriano para o Rentista e Central Espanhol (clubes semi-amadores, que mantêm parcerias com o uruguaio naturalizado brasileiro), ambos do Uruguai, foi realizada para driblar o fisco brasileiro.
Em apenas um ano, o rubro-negro negociou lateral-direito Alberto, o meia atacante Adriano e o atacante Lucas com equipes européias. Mas na verdade eles não foram vendidos diretamente pelo Atlético aos times europeus. Os três antes de serem vendidos para clubes do velho continente foram negociados com clubes uruguaios e posteriormente renegociados com o Udinese, da Itália, e Olympique e Rennes, da França.
Na época da venda do lateral, muito se especulou sobre o valor do seu passe, já que os dirigentes fizeram mistério sobre o real valor. Se falou em US$ 2 milhões, US$ 2,5 milhões e US$ 3 milhões. Recentemente descobriu-se um documento de transferência, em papel timbrado do Rentista, que dizia que Alberto foi para o Uruguai por US$ 1,725 milhão, incluindo os 15% que o jogador teria direito pelo passe.
Adriano, vendido por US$ 3,2 milhões para o Olympique, de Marselha, fez uma ponte no Central Espanhol. Já o centroavante Lucas, vendido por US$ 21 milhões, foi para o Rentista. O interessante que todos os atletas nem chegaram a se apresentar a esses clubes, que nem disputam o campeonato da primeira divisão uruguaia.


