Mountain bike resiste à falta de patrocínio
O mountain bike precisa de apoio para voltar a crescer. A opinião é de um dos precursores da modalidade em Londrina, Sandro Marcelo da Rocha, 33 anos, que há pelo menos 12 pratica o esporte radical. Segundo Rocha, os poucos praticantes da modalidade na cidade contam, somente, com patrocínios esporádicos, o que dificulta a participação em grandes competições.
Apesar do apoio recebido da CBC, o atleta acredita que a modalidade teria mais condições de brigar por patrocínio se tivesse uma confederação própria, que defendesse unicamente seus interesses. A melhor fase do mountain bike, segundo ele, foi em 1993, quando ocorreu um ''boom'' em todo País. ''O aumento no número de praticantes foi rápido. Mas depois de alguns anos só restaram aqueles que realmente levam o esporte como profissão'', observou.
Preocupado com a falta de renovação no mountain bike, principalmente em Londrina, Rocha pretende voltar a promover competições locais. Para motivar os novos atletas, pretende trazer uma etapa do Paranaense. Rocha e seu companheiro Gabriel Taki, 16 anos, participam hoje da etapa de Maringá.
Entre os dias 10 e 14 de junho, os dois participaram da 7 Volta de Santa Catarina, entre Joinville e Jaraguá do Sul. Percorreram mais de 250 quilômetros por trilhas nas serras catarinense. Tiveram problemas, mas conseguiram terminar a prova. ''Sentimos falta de uma equipe. Nós dois tinhamos que fazer tudo sozinhos'', esclareceu Rocha. (G.A.)





